Especial     13 de novembro de 2017 18:00
Autor: Marivânia Farias
Balneário Gaivota

Jipeiros fazem ação para ajudar menino


O Jeep Clube Caranguejos da Areia realizou no sábado mais uma ação social. Uma trilha noturna seguida de jantar serviu para arrecadar recursos para auxiliar a família de Alisson Vieira Pereira. O menino de quatro anos nasceu com forte estrabismo, paralisia em um dos olhos, grave anemia e outros problemas de saúde. Segundo os pais, Cíntia e Ricardo Heme Pereira, a correção da deficiência visual precisa ser feita até os nove anos de idade da criança. A cirurgia e tratamento, porém, não são cobertos pelo SUS, e o custo de R$ 5 mil por olho, mais despesas de exames, viagem e permanência no hospital, é elevado para o casal bastante humilde que mora na localidade de Palmeira, em Balneário Gaivota. “Ele tá bastante atrapalhado pra enxergar, e queremos operar pelo menos a vista esquerda, que é a pior”, diz Ricardo.

A família já estava fazendo uma rifa para conseguir dinheiro, quando recebeu o apoio dos proprietários da Fazenda Caverá e dos jipeiros. O presidente dos Caranguejos, Fernando Parol, explica que foram inscritos 50 jipes, ao custo de R$ 100,00 cada um, reunindo cerca de 150 pessoas, pois a maioria dos participantes estava acompanhada. Eles ainda pagaram em separado o jantar e as bebidas. “Algumas pessoas não podiam vir, mesmo assim pagaram a inscrição, para colaborar. Vamos atingir a meta”, disse o presidente, que contou com ajuda na organização de Diego Cardoso, Tiago Nuremberg e João Batista Scheffer, membros da diretoria do clube. Os quatro agradeceram com entusiasmo a todos que colaboraram com o evento beneficente.

 

 

Rede de apoio

 

A ação formou uma rede de solidariedade entre três comunidades vizinhas, Palmeira, Lagoinha e Figueirinha, onde foi feito o jantar na madrugada de sábado para domingo. Os alimentos servidos na chegada do passeio noturno foram doados, e a bebida vendida também era para a causa de Alisson. A avó dele, Jadna Amaral, estava desde cedo trabalhando na festa, animada pela possibilidade de todo o valor necessário para ajudar o neto, ser alcançado. “Se minha filha e o marido tivessem condições, já teriam operado o menino, porque ele pode até ficar cego”, disse Jadna. Rosilene de Castilhos, o marido e a filha, chegaram ao salão da Figueirinha, de onde os jipeiros saíram e horas depois retornaram, às 9 horas, para começar a fazer a comida que seria servida à noite. Ela é apenas conhecida de Ricardo e Cíntia, pais do menino, e foi colaborar por solidariedade a quem precisa.

O Jeep Clube já fez este ano ações que beneficiaram o Lar do Idoso São José, escolas e creches que receberam brinquedos no Dia das Crianças, e outras, e antes de encerrar o ano ainda pode fazer novos atos de solidariedade.

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