Morador reclama de açudes vizinhos
15/02/2012
Há mais de um ano, o cabeleireiro Fabrício João Rocha, 29 anos, afirma estar sentindo na pele a destruição causada pelo homem na natureza. Em desabafo ao Correio do Sul, conta estar sofrendo com a ação provocada, segundo ele, por um vizinho e a prefeitura de Maracajá.
Desde a construção de três açudes próximos a sua residência, localizada às margens da BR 101, o imóvel vem apresentando várias rachaduras nas paredes, o que danificou praticamente toda a estrutura da casa, de pouco mais de 50 metros quadrados. O fato já foi comunicado ao Ministério Público e também a outros órgãos de proteção ambiental. Como a justiça é lenta, a ação devastadora da construção tem sido um verdadeiro dilema e o impasse se arrasta depois de um ano. "É impossível continuar convivendo com isso. Cada vez que chove, os açudes transbordam e a água invade minha casa. Tive que me mudar e até cheguei a alugar a casa, mas ninguém mais quer morar aqui", revela o proprietário.
Fabrício afirma que o local é uma Área de Preservação Permanente (APP) e que antes da abertura dos açudes, no alto do morro uma nascente abastecia nove residências próximas, inclusive a sua. Após a iniciativa que ele tacha como arbitrária, a pequena comunidade acabou ficando sem água e a solução foi cavar um poço artesiano. Na área que deu origem aos açudes, uma grande extensão de mata nativa foi derrubada, o que provocou a revolta dos moradores. Segundo Fabrício, os açudes artificiais que servem apenas para embelezar a residência do vizinho foram feitos com máquinas da prefeitura e autorizados pela administração municipal. "Não sei como a prefeitura pode concordar com um ataque tão grande ao meio ambiente. Deveriam ser os primeiros a dar exemplo de proteção. Eu não fui o único atingido diretamente com essa ação. Outras pessoas também foram," desabafa o morador.
O rapaz afirma que tudo foi feito sem licença ambiental e que uma grande área de morro, próximo à nascente de água, foi desbarrancada para fornecer material (aterro) à prefeitura, sendo esta a condição imposta pelo município para ceder o maquinário que realizou a obra. A reportagem do Correio do Sul foi até a prefeitura e conversou com o vice-prefeito Everaldo Pereira (PT), que admitiu ter executado a obra. Ele se defende dizendo que tudo foi feito após constatada a existência de licença ambiental apresentada pelo proprietário do terreno. "Ele solicitou nosso apoio para retirar o aterro de um barranco que ficava perto de sua casa e que oferecia riscos de desabamento. Após verificarmos que ele possuía licença para tal, resolvemos extrair a terra e usamos para realizar melhorias nas estradas do município," conta. Everaldo revela que a licença concedida pela Fatma era válida apenas para retirar o aterro no entorno da residência, mas não conseguiu explicar o que motivou a prefeitura a escavar os açudes. O vice-prefeito revelou outra informação. Segundo ele, o proprietário da área continua extraindo aterro do local, que está sendo vendido para duas empresas da cidade.
Na Polícia Militar Ambiental, instalada em Maracajá, o tenente Jonathas Davi de Souza, mostrou-se surpreso com o assunto. O comandante afirma que assumiu o comando em maio do ano passado e desde então nunca ouviu falar nesse caso. Ele prometeu investigar e fiscalizar a situação e se constatada irregularidades, embargar a obra e realizar os procedimentos administrativos pertinentes. Na esfera judicial, deverá ainda informar ao Ministério Público para que sejam tomadas providências judiciais e vai solicitar que toda a área seja recuperada. A Polícia Ambiental também deve verificar se realmente houve concessão da licença por parte da Fatma e para qual motivo foi concedida. "Vamos fazer imediatamente esta verificação e autuar os infratores caso tenha havido crime ambiental. Mesmo que tenha sido a prefeitura, não ficará isenta", garantiu o comandante.
O proprietário do terreno onde estão os açudes não foi localizado pela reportagem. Ninguém estava em casa no momento da visita do Correio do Sul.
Fonte: Correio do Sul
19/05/2012 - Cooperativa de Eletrificação lança novo site
19/05/2012 - Celesc divulga resultado do 1º trimestre
19/05/2012 - Cinco são denunciados por fraude em licitação em Criciúma
18/05/2012 - Diretoria da Ceprag vai ao encontro às comunidades
18/05/2012 - História de transtorno e sofrimento
18/05/2012 - Vale da Amizade participa de concurso estadual
18/05/2012 - Consultor da Federação Catarinense visita CDL Araranguá
18/05/2012 - MPSC pede delegacias especializadas em infância
17/05/2012 - Grupo pressiona Deinfra por lagoa do Caverá
17/05/2012 - Treinamento discute assistência social
17/05/2012 - Grupo discute eventos climáticos locais
17/05/2012 - Secretário participa de audiência na Secretaria Executiva
17/05/2012 - Palestra sobre Terapia Nutricional em pacientes oncológicos
16/05/2012 - Traficante tinha ponto dentro de estábulo
16/05/2012 - Associados ACIVA podem solicitar sistema para devedores
16/05/2012 - Aneel divulga prévia de revisão tarifária da Celesc
16/05/2012 - Trânsito terá interrupções em Laguna nesta quinta-feira
15/05/2012 - Passo Magnus com 100% de aproveitamento no municipal
Logo Rodapé
Grupo Correio do Sul
Sombrio
Rua João José de Guimarães, 130, Sombrio/SC
Telefone: (48)3533-0870 - CEP: 88960-000
Grupo Correio do Sul
Araranguá
Av. Getúlio Vargas, 227 - sala 20 / Edifício Fronteira no calçadão, centro, Araranguá/SC
Telefone: (48)3522-0130 - CEP: 88900-000