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Preces e apelos para São Sebastião

17/01/2013

Tradição para uns e momento de renovação da fé para outros, a Festa da Figueirinha já está marcada no calendário de gaivotenses, sombrienses, e milhares de pessoas que a cada ano seguem em romaria para homenagear São Sebastião. O principal motivo é o de pagar promessas ou fazer pedidos ao santo que, segundo conta a história, livrou da febre aftosa o gado criado naquela comunidade. A celebração religiosa começa no dia 19, mas é no dia 20 de janeiro, já na madrugada, que as vias que levam à Figueirinha ficam lotadas de romeiros de várias cidades do extremo sul catarinense, além de outras regiões de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A grande maioria busca ter um pedido atendido pelo santo padroeiro, enquanto outras pagam a promessa por graças já alcançadas.


A árvore encontrada em todo o Vale do Araranguá e geralmente de grande porte, ainda se mantém pequena no terreno atrás da igreja, simbolizando o nome dado à comunidade. A Figueirinha, 85 anos depois da primeira novena, se mostra cansada e corre o risco de não sobreviver para presenciar a continuidade da festa. “O povo conta que nos primeiros anos em que era rezado na figueira, algumas pessoas até botaram fogo nela com a intenção de parar com as rezas. A fé foi mais forte e ela continua de pé até hoje”, lembra Luiz Carlos Pereira, membro do Caep (Conselho de Assuntos Econômicos Paroquial) e um dos organizadores da festa. Ao verificar dois novos brotos na pequena árvore, garante que outros já nasceram, mas logo morrem e caem. “Veio um homem de Sombrio e plantou duas mudas de figueira, mas a Figueirinha mesmo não consegue se renovar”, diz. Mas, em contrapartida à árvore que simboliza o milagre, outra figueira insiste em se manter viva no alto da torre da igreja, mesmo tendo sido cortada algumas vezes. “Foi cortada há uns dois anos, quando a igreja foi reformada e voltou a crescer. Os bombeiros disseram que temos que cortar de novo, para evitar que tenha que ser interditada”, afirma Luiz, apontando o local onde as raízes se infiltram na estrutura de alvenaria da torre que abriga o sino.

Preparativos
Com praticamente tudo pronto para a festa deste ano, Luiz conta que os preparativos têm início logo que encerra o evento. “Com a escolha dos novos festeiros, começa-se a pensar na festa seguinte. Estrutura, arrecadações, divulgação e até as permissões de quem pode comercializar. Tudo tem que estar em ordem”, conta. Segundo Luiz, logo após a meia noite do dia 19 romeiros já começam a surgir no local da festa. A partir daí, o movimento no caminho que leva à festa só aumenta, chegando a seu ápice nas primeiras horas da manhã. O Café aos Romeiros, outra tradição, é servido entre 3 e 8 horas. Às 5h30 iniciam as celebrações com a Oração do Santo Terço, seguido da Santa Missa da Aurora às 6 horas e a Santa Missa dos Romeiros às 8 horas. O evento segue com Santa Missa da Festa às 10 horas, almoço festivo às 12 horas e Procissão com as imagens de São Sebastião e Nossa Senhora Aparecida às 15 horas. A Consagração das Crianças às 15h30 e a Tarde Dançante às 16 horas encerram a Festa da Figueirinha.

Fonte: Correio do Sul




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