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Delegado Jorge Giraldi está fora de investigação

28/02/2012

A presença do diretor da Polícia Civil do Litoral, Artur Nitz, em Araranguá ontem, serviu para deixar claro que o delegado Jorge Giraldi não participará da investigação que apura a morte de Ivonete Mezari Genuíno, 24 anos, executada a tiros na madrugada da última quinta-feira. Giraldi teve um relacionamento e uma filha com Ivonete.
Ao lado do delegado regional Luís Vanderlei Sala, Nitz afirmou que por determinação do delegado geral, Aldo Pinheiro D'Ávila, a coordenação dos trabalhos foi designado ao delegado da divisão de homicídios, Enio de Oliveira Matos. Ele terá o apoio dos colegas Ari José Soto Riva, da comarca de Santa Rosa do Sul, e Jair Pereira Duarte, de Araranguá, que deram início as investigações no dia do crime.

 


Giraldi, responsável pela Divisão de Investigação Criminal - DIC de Araranguá, continua trabalhando normalmente. "Seu afastamento refere-se apenas a esse caso e foi determinado assim que tivemos a informação de seu relacionamento com a vítima", disse o diretor da PC do Litoral, alegando que a intenção é manter a lisura do processo. De acordo com Sala, o próprio Jorge Giraldi já tinha manifestado desejo de se afastar, alegando envolvimento emocional. 

 


Uma equipe de investigadores veio de Florianópolis para Araranguá e tem se dedicado especialmente a tomar depoimentos. Mais de dez pessoas já foram ouvidas e muitas outras ainda serão, inclusive o delegado Giraldi. "Vamos ouvir toda e qualquer pessoa que teve envolvimento com a vítima", explicou Nitz. Um perito também veio da capital, recolheu impressões digitais e analisa outras possíveis pistas. Entre elas dois revólveres que estavam em um saco preto encontrado a cerca de cem metros do local do homicídio, no dia seguinte. As armas foram enviadas para exame de balística. Elas serão comparadas aos projeteis encontrados no carro e no corpo de Ivonete. Ainda ontem pela manhã, a funerária que fez o sepultamento da moça entregou uma bala teria sido retirado do corpo dela.

 


De acordo com os delegados, ainda não há uma linha de investigação que leve ao motivo do crime e ao criminoso. Várias denúncias estão chegando a Polícia Civil, e todas elas estão sendo apuradas. Por enquanto, nenhuma hipótese é descartada, incluindo represálias contra o próprio delegado. A investigação deve ganhar contornos mais nítidos a partir do resultado do exame de balística, que deve demorar cerca de uma semana, a quebra do sigilo telefônico e a varredura do computador de Ivonete.

 

 

Ivonete Mezzari Genuíno foi encontrada morta no automóvel que havia ganhado de um ex-companheiro, Luís Bosco, funcionário do Deinfra de Araranguá, com quem também tinha um filho. No banco de trás do veículo, na cadeirinha, estava à filha de um ano e meio que ela teve com o delegado Jorge Giraldi. A criança mais velha, de Bosco, havia ficado com uma vizinha.

 


Bosco foi à primeira pessoa ouvida como suspeita pelo crime que chocou a região. Ontem, o programa Linha Verdade, da ARTV, apresentou uma reportagem com Bosco. Ele disse que na noite de quarta-feira esteve na casa de Ivonete, como costumava fazer com frequência, e achou-a calada. Ela estava tomando banho e disse que iria sair, sem citar com quem. Bosco teria lhe recomendado que tomasse cuidado com quem saia. Por volta das 23 horas ele teria ligado para a mulher, que não atendeu, voltou a ligar no dia seguinte novamente, às 7h30min, até que pouco depois soube que ela estava morta. A reportagem da ARTV, Luís Bosco afirmou que uma amiga de Ivonete teria lhe dito que quem a matou foi uma autoridade, e que por medo ela fugiria. Ele negou seu envolvimento na morte, e também de um filho de 19 anos, que está preso. O rapaz seria viciado em crack e teria sido um dos motivos de sua separação de Ivonete, já que ele teria passado a furtar as coisas da casa em que moravam.   

Fonte: Correio do Sul




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