Cultura     19 de agosto de 2018 08:00
Autor: Marivânia Farias
Sombrio

Os livros que nós devemos ler

‘Qualidade Ambiental de Municípios de Santa Catarina: O Município de Sombrio’


Nossa região é pródiga em escritores, ou em ser objeto de escritos. Muitas obras são desconhecidas do público, e o Correio do Sul irá, em suas edições, apresenta alguns destes livros, muitos deles bastante antigos, nem por isso menos importantes, outros talvez com pequena repercussão, mas ainda assim merecedores de atenção, como todos os livros, pois quem escreve um livro é porque tem algo a dizer.
Quem tem alguma obra e quer vê-la comentada no jornal, pode encaminhar um resumo ou o próprio livro, se preferir. Muitos, muitos deles ficarão de fora, pois em princípio trataremos daqueles que possuímos em nosso arquivo, mas abertos a ampliar essa publicação.

Meio ambiente
Em 1997, foi lançado o livro ‘Qualidade Ambiental de Municípios de Santa Catarina: O Município de Sombrio’. Os autores são os professores Luiz Fernando Scheibe e Joel Pellerin, que publicaram a obra com apoio do Governo do Estado, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, e Fundo Especial de Proteção ao Meio Ambiente.
O texto é resultado de pesquisas realizadas por alunos e professores do curso de mestrado em Geografia, da Universidade Federal de Santa Catarina, em 1994, em Sombrio.
O estudo foi feito por solicitação do então prefeito Aldair Kozuchovski, o Polaco, e apresentado à população em sessão pública, em dezembro de 1994. Algumas sugestões fazem referência a toda à região, sendo a principal delas a importância da preservação das florestas com maior vigor do relevo, para que se mantenham os recursos hídricos e evite a erosão; e é sugerida a implantação de uma Área de Proteção Ambiental em toda a encosta da Serra Geral na Região Sul Catarinense.
Acompanhe um trecho do livro ‘Qualidade Ambiental de Municípios de Santa Catarina: O Município de Sombrio’
“Para uma avaliação do ambiente lagunar do município, os estudos foram concentrados na Lagoa do Sombrio, que recebe aporte de toda a bacia hidrográfica da região. (…)
Nas fotografias aéreas de 1978 constata-se uma redução da superfície e do volume de água nas lagoas de Fora; as três lagoas do Sul formavam em 1957 somente uma lagoa, pois o nível estava bem mais alto; entretanto, já em 1978 percebe-se o complexo de três lagoas hoje existentes. (…) Na aerofoto de 1957, a rede hidrográfica apresenta uma estrutura bem sinuosa entre as duas lagoas. Em 1978, um canal retilíneo já faz ligação entre as lagoas de Caverá e do Sombrio, e uma rede de canais secundários drena toda a planície.
As planícies da bacia do Rio da Lage foram também drenadas entre 1957 e 1978. Esta forma de estrutura retilinizada da rede de drenagem, acarretando uma maior velocidade das águas, aumenta a vazão sólida, ou seja, tende a haver um acréscimo na quantidade de sedimentos sólidos no fluxo de água, e um aumento no assoreamento”.

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