Cultura     19 de agosto de 2018 16:00
Autor: Marivânia Farias
Araranguá

Os livros que nós devemos ler

‘Filho do Sol’ – A saga de um alemão que encontra uma maleta recheada de dólares


Nossa região é pródiga em escritores, ou em ser objeto de escritos. Muitas obras são desconhecidas do público, e o Correio do Sul está apresentando alguns destes livros, muitos deles bastante antigos, nem por isso menos importantes, outros talvez com pequena repercussão, mas ainda assim merecedores de atenção, como todos os livros, pois quem escreve um livro é porque tem algo a dizer.
Quem tem alguma obra e quer vê-la comentada no jornal, pode encaminhar um resumo ou o próprio livro, se preferir. Muitos, muitos deles ficarão de fora, pois em princípio trataremos daqueles que possuímos em nosso arquivo, mas abertos a ampliar essa publicação.

Uma utopia na selva
O policial civil aposentado Nilton Matos Pereira publicou quatro livros antes deste ‘Filho do Sol’, lançado em 2013.
A história conta a saga de Alemão, que aparece nas primeiras cenas fugindo da prisão e em seguida encontrando uma maleta recheada de dólares. Ele vive diversas aventuras, chega a salvar um menino de uma cobra anaconda; entremeadas com outras personagens, algumas aparecendo rapidamente, porém, com importância para a trama, como uma cigana.
Alemão também acaba encontrando o amor e uma nova civilização.
O texto é uma ficção, mas mantém alguns aspectos reais, como o golpe militar de 1964 no Brasil, época em que o protagonista era marinheiro, como o próprio escritor era naquele período.

Acompanhe um trecho do livro ‘Filho do Sol’
“O barco estava a aproximadamente a uma milha da costa quando Marcos observou uma lancha vindo em sua direção. Comentou o fato com Alemão que estava no timão e andou alguns passos até a proa para melhor observar. Era uma lancha pequena e veloz, com motor de popa, e três tripulantes. Um portava uma arma de cano longo e outro conduzia a embarcação. Foi tudo muito rápido e inesperado. A lancha aproximou-se e o homem da carabina atirou e atingiu o peito de Marcos que caiu no convés”.

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