Geral     9 de Fevereiro de 2018 11:44
Autor: Gislaine Fontoura
Araranguá

Trabalhadores do HRA buscam na justiça recebimento de verbas rescisórias

Representantes da SPDM e dos funcionários, compareceram em audiência de conciliação, ocorrida na manhã desta sexta-feira, na Justiça do Trabalho de Araranguá


Aconteceu na manhã desta sexta-feira, dia 9, na Vara do Trabalho de Araranguá, uma audiência entre representantes dos médicos e demais funcionários que trabalharam no Hospital Regional de Araranguá (HRA) durante a gestão da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), com o objetivo de buscar uma conciliação entre as partes, no que se refere às dívidas de ações rescisórias da associação com os ex-funcionários.
Compareceram na audiência, que foi presidida pelo juiz do trabalho Ricardo Jahn, alguns ex-funcionários, advogados particulares, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), representantes do Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (Simesc) e representantes da SPDM, ré no processo.
De início a ré, reclamou a falta de representantes do Estado de Santa Catarina na audiência, no entanto, o entendimento é de que o contrato entre Estado e SPDM foge da seara trabalhista e deve ser resolvido na área Cível. “Estou tentando, com esta audiência, que envolve muitos trabalhadores, ver se não há uma possibilidade de composição, já deferi a expedição de alvarás para movimentação da conta vinculada do FGTS e encaminhamento de Seguro Desemprego para quem tem direito”, explicou o magistrado.
A dívida com os médicos gira em torno de R$ 9 milhões, para cerca de 60 médicos, já com os demais ex-funcionários, fica em torno de R$ 7 milhões, para cerca de 450 trabalhadores e a SPDM propôs o parcelamento em 48 vezes. O representante do Sindisaúde esclareceu que precisa passar a proposta da SPDM em assembleia para os trabalhadores e posteriormente apresentar uma contraproposta. Ainda, nem os representantes do Simesc, nem os advogados particulares, sinalizaram acordo referente ao parcelamento em 48 vezes e uma nova data foi marcada para uma segunda audiência de conciliação. “Com relação às verbas rescisórias, a SPDM apresentou uma proposta, que nas ações coletivas depende da aprovação de assembleia de sindicato, foi marcada uma nova audiência para tentar ajuizar a acordo, se não ocorrer vai para julgamento das verbas rescisórias”, esclareceu o juiz.
A nova audiência de conciliação ficou marcada para o dia 2 de março, às 8h30min.

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