Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

28/04/2017 00:38

Rolando Christian Coelho, 28/04/2017

Prefeitura de Araranguá teria que pagar hoje R$ 8,3 milhões em dívidas atrasadas, mas alega não ter como quitar o compromisso que já transitou em julgado na justiça.


Termina hoje prazo dos precatórios

 

Termina hoje prazo para que a Prefeitura de Araranguá pague R$ 5,5 milhões de precatórios já vencidos em 2016, e outros R$ 2,8 milhões dos que estão vencidos em 2017. Afora estes montantes, daqui para frente, até 2020, todos os meses é necessário o pagamento de outros R$ 700 mil de contas atrasadas cujos valores não podem mais ser questionados na justiça, já que transitaram em julgado.

Como não há dinheiro para o pagamento, nem do que está atrasado, nem do que há por vir, a Procuradoria do Município encaminhou expediente ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina solicitando que a dívida total seja parcelada em nove anos. Caso a solicitação seja aceita, o prazo para a quitação dos precatórios mais que dobraria.

Como é praxe nestes casos, o Tribunal de Justiça deverá consultar o Ministério Público do Estado, que tem dez dias para dar seu parecer a respeito do tema. Só então sairá a decisão final do Tribunal.

Em princípio, a boa notícia é a de que o Tribunal de Justiça já aceitou com que a dívida de R$ 5,5 milhões, referente a 2016, seja parcelada em dez vezes. O problema é que as parcelas de R$ 550 mil cada teriam que ser somadas aos outros R$ 700 mil que vencem todo mês, o que faria com que a prefeitura tivesse que desembolsar R$ 1,250 milhão a cada trinta dias só para o pagamento de dívidas atrasadas. De acordo com o prefeito Mariano Mazzuco (PP), nem de longe sobra este dinheiro todos os meses para o pagamento de dívidas.

Caso não se chegue a um consenso sobre o tema, e o Tribunal de Justiça faça prevalecer na íntegra as sentenças já proferidas pelo judiciário, a Prefeitura de Araranguá poderá ter suas contas bloqueadas para o sequestro dos valores devidos. Em princípio isto inviabilizaria todo o sistema de funcionamento da municipalidade, comprometendo serviços essenciais a população. De acordo com o Procurador do Município, Dick Robert Daniel, “a expectativa é a de que tanto o Tribunal de Justiça quanto o Ministério Público estadual se sensibilizem com a situação vivenciada em Araranguá”. Ele lembra de que o montante dos precatórios, que superam R$ 35 milhões, foram acumulados ao longo de décadas pela prefeitura, e que não seria justo que apenas uma gestão tenha que arcar com todas as consequência do estouro desta dívida.

Vale lembrar que mesmo o parcelamento em nove anos ainda não é o ideal para o executivo araranguaense. Este prazo só foi pedido por conta de haver embasamento legal para a solicitação, levando em conta a legislação antiga que trata do tema. Todavia, tudo só seria equacionado mesmo se o montante da dívida pudesse ser pago, no mínimo, em vinte anos, o que não comprometeria pontualmente os serviços que a prefeitura presta a população.

 

Focado

Prefeito de Praia Grande, Henrique Maciel (PSDB), solicitou que a deputada federal Geovânia de Sá (PSDB) faça tramitar na Câmara Federal projeto para que seu município seja reconhecido como a Capital Nacional dos Canyons. Fortemente focado na vocação turística de Praia Grande, o prefeito também solicitou recursos para que seja construída uma rua coberta no centro da cidade. “Temos que explorar nosso potencial neste setor em todos os sentidos. Já incrementamos o Boia Cross este ano, estamos projetando outras iniciativas de fomento ao turismo e temos a intenção de tornar este o carro chefe de nosso governo”, comentou o prefeito. O contato com Geovânia foi mantido em Brasília. Além de Henrique, a deputada recebeu vários outros políticos de nossa região, a exemplo do prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, o Lale, e do prefeito de Morro Grande e presidente da Amesc, Valdo Rocha (PSD).

 

 

Perigo à vista

Nova rodada de denúncias dos executivos da Odebrecht tende a atolar de vez o PSD catarinense. Por ora, a empreiteira já jogou no mármore do inferno o atual deputado federal, e ex-prefeito de Blumenau, Décio Lima (PT), assim como o atual prefeito do município, Napoleão Bernardes (PSDB). O atual deputado federal e também ex-prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing (PSD) ainda não apareceu nas delações divulgadas. Todavia, ele administrou o município entre 2005 e 2012, sucedendo Décio Lima e antecedendo Napoleão. Cássio Quadros, ex-assessor direto de Kleinubing, já foi citado pelos delatores. Vale lembrar que a empreiteira, através da Odebrecht Ambiental, mantinha ligação direta com a prefeitura de Blumenau. Não à toa a empresa teria dado dinheiro ilícito para o então candidato do PSD a prefeitura do município, Jean Kuhlmann, que era apoiado por João Paulo Kleinubing. Nesta semana, durante encontro do PMDB em Florianópolis, o vice-governador Eduardo Moreira deu uma de profeta, no que diz respeito às delações: “Vem bomba pesada por ai”, sentenciou.

 

 

30 dias fora

Durante o mês de maio não estarei escrevendo minha coluna aqui no Correio do Sul, nem fazendo meu comentário político na Rádio 93 FM. Por conta disto, os comentários nas redes sociais também não serão atualizados. Trata-se das chamadas “merecidas férias”, que não foram tiradas no final do ano passado, nem no início deste, por conta do pleito eleitoral de 2016 e seus desdobramentos que, por óbvio, impediam quem faz análise política de se afastar do palco dos acontecimentos. No início de junho retomo as atividades normais, na expectativa de continuar contanto com a leitura dos amigos e amigas que têm prestigiado este espaço ao longo dos últimos anos. Até lá a página ficará sob a tutela da chefia de redação do Correio do Sul, que optou pela publicação de matérias de cunho geral. Depois deste período voltamos com as matérias de cunho político no mesmo espaço. De forma antecipada, agradeço a compreensão de todos.

 

Finalmente

Secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, anunciou que será lançado hoje edital de licitação visando a completa reforma do colégio Catulo da Paixão Cearense, em Sombrio, cujo prédio original está interditado há mais de dois anos. Em princípio, a expectativa é que o Governo do Estado invista cerca de R$ 3,8 milhões na reforma, o que inclui também a construção de oito novas salas de aula. Desde sua interdição, os alunos do Catulo passaram a estudar em um prédio alugado, que também foi interditado por não se enquadrar às normas do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária. Os cumprimentos destas normas estão sendo providenciados pela Agência de Desenvolvimento Regional através de outros processos licitatórios. A boa notícia, em meio a todo este emaranhado, é que a reforma do prédio original do Catulo deverá ficar pronta sete meses antes do previsto. Inicialmente a expectativa era de que a obra fosse demorar 18 meses. Uma avaliação técnica, no entanto, baixou o prazo para 11 meses. Isto significa que no segundo semestre de 2018 as aulas podem ser retomadas no prédio original.


26/04/2017 00:27

Rolando Christian Coelho, 26/04/2017

Mesmo com cúpula do PSD catarinense enrolada na Lava Jato, deputado progressista acredita que aliança envolvendo seu partido e os pessedistas ainda pode vingar.


Projeto continua o mesmo, diz Zé Milton

 

A citação de vários políticos do PSD estadual nas delações realizadas à Operação Lava Jato parecem não ter estremecido as relações do partido com os progressistas. Pelo menos é isto que deixa a entender o deputado estadual José Milton Scheffer, que em 2014 foi o candidato à Assembleia Legislativa do PP mais votado em Santa Catarina. De acordo com ele, permanece alinhavado o objetivo de se unir PSD, PP e PSDB numa mesma chapa majoritária com vistas ao pleito de 2018.

Conforme Zé Milton, as delações que envolveram figuras do PSD, como os deputados estaduais Gelson Merísio e Ze Nei Ascari, e o próprio governador Raimundo Colombo, ainda são muito embrionárias. “O que a gente percebe é que os delatores estão citando todos e mais um pouco. Precisamos, antes de qualquer coisa, ver se de fato estas delações têm procedência e ninguém melhor que o judiciário para dar sua sentença definitiva. Por enquanto esta sentença não existe”, comenta o parlamentar, dando um crédito de confiança aos líderes pessedistas que têm alegado inocência.

Nas entrelinhas, no entanto, o deputado progressista deixa a entender que nem só de PSD vive uma possível tríplice aliança que una o partido ao PP e ao PSDB. “Nossa possível aliança com o PSD não significa apoio incondicional a uma candidatura ao governo que eles indicarem. O PP tem ótimos nomes à disposição para enfrentar as urnas na disputa pelo governo estadual ano que vem. Nomes sem nenhum desgaste”, comenta Zé Milton, dando uma sutil alfinetada na atual situação vivida pelo PSD.

O parlamentar não descarta a possibilidade de que o PP busque outros caminhos diante do pleito de 2018, caso o desgaste de seus possíveis aliados se torne insustentável. “O atual momento é de completa insegurança, porque ninguém sabe o que virá por ai. De repente uma nova leva de delações enterra mais meio mundo. Do mesmo modo, pareceres do judiciário podem inocentar muita gente. O PP tem que estar preparado para tudo, o que inclui a busca de outras alternativas de aliança para o ano que vem”, ressalta.

A bem da verdade nem o PP mesmo está imune a Lava Jato. A ex-prefeita de Florianópolis, Ângela Amin, por exemplo, é citada como beneficiária de R$ 300 mil para sua campanha ao executivo da capital do Estado. Por óbvio que o valor está bem aquém os supostos R$ 13 milhões que teriam sido recebidos pelo PSD catarinense, mas, ainda assim, não deixa de ser uma mancha no histórico do partido com vistas à 2018.

Para Zé Milton, o momento é de cautela. “Precisamos observar os desdobramentos dos fatos e as consequências destes. Temos até o final de 2017 encaminharmos nosso destino. Por enquanto o projeto continua o mesmo”, comenta o parlamentar.

 

 

Coisa de louco

Se a moda pega, sabe-se lá onde o poder público vai parar. Mas o fato é que a Prefeitura de Angelina, município que fica a 80 quilômetros de Florianópolis, lançou edital de licitação, na modalidade de pregão, para contratar professor de Educação Física. Na prática, passará a prestar serviços para a prefeitura o professor que der o menor preço. Para completar o quadro dantesco, vale ressaltar que a modalidade de pregão é aquela onde, literalmente, o cidadão disputa, ao vivo e em cores, com os concorrentes, oferecendo em alto e bom tom o menor preço. É como se fosse um leilão. A diferença é que no leilão ganha quem der o maior valor. No caso do pregão, ganha quem der o menor valor. De acordo com o executivo, como se trata de uma prestação de serviços específica, não há nada de mais em contratar professor de Educação Física via pregão.

 

 

Na Ativa

Mesmo sem mandato, por conta da cassação do registro de sua candidatura ano passado, ex-vereador araranguaense, Cabo Loro (PSD), continua na ativa política. Atualmente ocupando um cargo técnico no Samae da Cidade das Avenidas, Cabo Loro se reuniu recentemente com o deputado estadual Ze Nei Ascari (PSD) solicitando intermediação junto ao Governo do Estado para que sejam aplicados recursos em seu município. Neste sentido, solicitou atenção especial para a liberação de recursos visando a instalação de uma mini-barragem com comporta na foz da lagoa do Caverá, com o objetivo de manter o seu nível em patamares aceitáveis, o que não acontece hoje. Para a viabilização do projeto, que já está no Deinfra a espera de recursos, são necessários investimentos na ordem de R$ 1,5 milhão por parte do governo catarinense. Ze Nei Ascari prometeu se empenhar pela obra, que é uma antiga reivindicação de nossa região.

 

 

Fofocarada

Secretário Executivo da ADR, Heriberto Afonso Schmidt, voltou a rechaçar, ontem, comentários dando conta de que o Governo do Estado estaria disposto a vender o terreno onde está localizado o Colégio Catulo da Paixão Cearense, de Sombrio. “Várias pessoas têm entrado em contato comigo e perguntado se isto é verdade. Sinceramente continuo sem saber de onde surgiu esta história. O que estamos fazendo, na verdade, é promovendo uma licitação de quase R$ 4 milhões para a recuperação completa do Catulo, o que contempla a construção de oito novas salas de aula”, comenta o Secretário. Nas entrelinhas, Heriberto deixa a entender que isto só pode ser intriga da oposição. O grande problema é saber quem é oposição ao Governo do Estado hoje em dia, já que Raimundo Colombo abrigou meio mundo em seu governo.

 

Licitações liberadas

Nenhuma das empresas derrotadas no processo licitatório que visa a limpeza de reservatórios de água, assim como a dedetização das sete escolas interditadas pela justiça na Comarca de Sombrio, interpôs recurso contra o resultado que apontou a Guimarães Saneamento como a vencedora do certame. Os recursos poderiam ter sido feitos até ontem, às 19h. Com isto, a partir de hoje a Agência de Desenvolvimento Regional já poderá expedir ordem de serviço para que este trabalho específico possa ser iniciado. De acordo com o Secretário Executivo da ADR, Heriberto Afonso Schmidt, este é o primeiro passo para que a todas as setes escolas interditadas se enquadrem às exigências das autoridades competentes. Além da licitação dos reservatórios e da dedetização, há ainda outros três editais em andamento, com a expectativa de que todos os processos licitatórios se encerrem até o final do mês.

 


25/04/2017 00:23

Rolando Christian Coelho, 25/04/2017

Deputado diz que seu apoio a reforma da legislação trabalhista objetiva abrir vagas de trabalho para 13 milhões de desempregados.


Talvez Ronaldo Benedet tenha razão

Deputado federal Ronaldo Benedet (PMDB) foi alvo, ontem, de uma manifestação em frente a sua residência, em Criciúma. Os manifestantes queriam que o parlamentar retirasse o apoio que ele está dando ao projeto de lei que propõe reformas na legislação trabalhista. Na semana passada Benedet assinou requerimento solicitando urgência na apreciação da matéria que tramita na Câmara Federal, o que aflorou os ânimos do movimento sindical da região de Criciúma, sua base eleitoral.

O parlamentar se negou a conversar com os manifestantes na frente de sua residência, ressaltando que aquele era um local inviolável, marcando um encontro para seu escritório. No entanto, proferiu uma frase que precisa ser analisada: “Eu não vou votar contra os trabalhadores. Vou votar a favor dos 13 milhões de desempregados deste país que estão nesta situação por conta de uma legislação trabalhista arcaica”.

De minha parte, enquanto jornalista, tenho convivido ao longo dos últimos anos com pessoas das mais diversas classes sociais. Uma grande parcela das pessoas com quem me relaciono são de pequenos e médios empresários. Pessoas, cujo o conjunto, literalmente faz o Brasil andar. Gente que abre a empresa cedo e dá emprego para dez, quinze, vinte outras pessoas, grande parte pais de família também.

Não raras vezes questionei estes empresários sobre a possibilidade de crescimento de seus negócios. Afoito, sempre sugeri algum outro tipo de serviço, ou de mercadoria, que pudesse ser oferecido ou vendido, de modo a fazer com que esta ou aquela empresa pudesse crescer mais. Invariavelmente, a resposta sempre foi a mesma: “Com esta legislação trabalhista, não tem como contratar mais ninguém!”.

O que comecei a perceber é que, embora queiram crescer, e vislumbrem campo para isto, os empresários, em especial os pequenos e médios, preferem não dar um passo adiante em nome da segurança. Argumentam que a legislação trabalhista não é justa e que a Justiça do Trabalho, na dúvida, sempre beneficia a chamada parte mais fraca. Como dúvida é o que mais há em qualquer sistema judiciário, na absoluta maioria das vezes o empregador se dá mal. Para evitar o que se considera um mal maior, então, o melhor é deixar as coisas como estão. Nesta lógica, a abertura de novos postos de trabalho acaba ficando sempre em segundo ou terceiro plano.

Diante dos fatos, a frase de Benedet parece não ser de todo desproposital, afinal de contas, muito melhor ter uma legislação trabalhista mais maleável, com menos desemprego, do que uma legislação rígida, como a atual, que não permita a milhares de pais e mães de família colocarem comida dentro de casa.

 

Falecimento

Faleceu na segunda-feira em um hospital no Paraná, e foi sepultado ontem, em Santa Rosa do Sul, onde residia, o ex-vice-prefeito de Sombrio, Margenath José de Souza, aos 81 anos. Margenath era casado com Hilda Maria Isoppo, irmã do já falecido ex-prefeito de Santa Rosa do Sul, José Aquino Isoppo (PMDB). Sua atuação na política começou em tenra idade, com forte influência familiar. Sua mãe, Maria Isabel de Souza, foi uma das primeiras mulheres de Santa Catarina a tirar o título de eleitor, tão logo a legislação eleitoral permitiu este direito, em 1932. Margenath Souza foi vice-prefeito de Neri Demétrio Coelho, entre 1970 e 1973. A dobradinha não tinha adversário, concorrendo com chapa única. Neri representava a sede do município e Margenath o então distrito de Santa Rosa do Sul.

 

Mais dinheiro

Comitiva de políticos catarinenses se reunirá amanhã, em Brasília, com o diretor geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira, para tratar da destinação de novos recursos para a pavimentação asfáltica da Serra da Rocinha, entre Timbé do Sul e São José dos Ausentes (RS). A comitiva é formada pelo senador Dário Berger (PMDB), pelos deputados federais Ronaldo Benedet (PMDB) e João Paulo Kleinubing (PSD), pelo suplente de federal Edinho Bez (PMDB) e pelo deputado estadual Manoel Mota (PMDB). Também participará do encontro o secretário de Estado da Articulação, Acélio Casagrande. Em princípio, o objetivo é fazer pressão para que o Governo Federal libere mais R$ 40 milhões para que a obra não pare. Por ora, o governo vem liberando parcelas de um montante de R$ 20 milhões já acordados, mas os repasses não têm sido regulares, o que fez com que o cronograma inicial para a conclusão da obra atrasasse em seis meses. “Só queremos que o Dnit cumpra com o que prometeu, assegurando com que a obra não sofra paralisações nem atraso no cronograma de conclusão. Para isto é fundamental que estes R$ 40 milhões sejam liberados logo”, diz Mota.

 

Novo encalhe

É só mudarem os ventos que os encalhes voltam a acontecer na barra do rio Mampituba, em Passo de Torres. A primeira vítima do ano foi um barco de Tramandaí, que ficou encalhado na barra ontem. Não precisa nem dizer que a situação espanta qualquer empreendedor do ramo pesqueiro de nossa região, que acaba optando por portos como os de Laguna, Itajaí ou Rio Grande (RS) para descarregarem o pescado de nossa região. Na prática, extraem a riqueza daqui e deixam a riqueza por lá, e com razão. Enquanto isto, há anos se espera por uma ação efetiva do Governo Federal com vistas a ampliar os molhes do Mampituba, o que desobstruiria a barra, dando segurança aos barcos pesqueiros. Com certeza dinheiro para isto não falta, basta levarmos em conta a roubalheira na Petrobrás.

 

Boa novas

Deve começar amanhã o início da recuperação das sete escolas estaduais que estão interditadas nos municípios de Sombrio e Balneário Gaivota. Em princípio a recuperação se dará se dará através do cumprimento de normas exigidas pelo Corpo de Bombeiros e pela Vigilância Sanitária. O início efetivo desta recuperação, no entanto, depende ainda de algum recurso que poderá ser interposto por alguma das empresas perdedora que participou das licitações lançadas pelo Governo do Estado. O prazo para estes recursos se encerra hoje às 19h. Até agora ninguém recorreu, o que é um bom indício de que as empresas vencedoras, de fato, poderão começar amanhã seus trabalhos. A expectativa é de que em uma semana as escolas estejam aptas a serem avaliadas pelas autoridades competentes, o que é o primeiro passo para uma desinterdição. Ainda na seara das interdições, corre a boca miúda em Sombrio que o Governo do Estado estaria planejando vender o terreno onde se localiza a escola Catulo da Paixão Cearense. O secretário executivo da ADR, Heriberto Schmidt, no entanto, diz desconhecer qualquer tratativa neste sentido. “Pelo contrário, vamos é investir no Catulo”, comenta.


24/04/2017 00:20

Rolando Christian Coelho, 24/04/2017

Em 2018 grande massa eleitoral deverá optar por quem estiver "limpinho". Neste sentido, Dória e Marina Silva são o que restam de preservação moral no país.


Dória e Marina Silva são melhores opções

 

Por enquanto, em meio ao emaranhado de delações premiadas envolvendo a casta da política brasileira, dois líderes nacionais têm ficado incólumes: o prefeito de São Paulo, João Dória Júnior (PSDB) e a líder do partido Rede Sustentabilidade, Marina Silva.

Esta proteção moral que ambos apresentam não é à toa. João Dória é cristão novo na política. Quando começou a participar dela ativamente o Brasil já estava atolado até o pescoço nas denúncias de corrupção envolvendo empreiteiras e o governo federal, além de vários governos estaduais. Por óbvio que ele não se meteu nesta encrenca, aceitando dinheiro ilícito, pois sabia que poderia se complicar. Ademais, sendo milionário como é, e com as amizades que tem, conseguiria facilmente dinheiro para sua campanha a prefeito em 2016.

No outro lado desta moeda da moralidade está Marina Silva que, explicitamente, é avessa a as negociatas que eram feitas. Aliás, este foi o principal motivo que a levou a deixar o PT. Ela nunca negou o descontentamento com os rumos que o partido vinha tomando, dentre eles, o da corrupção.

O interessante nesta história que é que estes dois líderes apresentam perfis políticos bastante distintos. Enquanto João Dória é defensor de um projeto político desenvolvimentista, voltado, por exemplo, a implantação de empresas de toda ordem para o crescimento do país, Marina Silva é defensora de um modelo de desenvolvimento sustentável, fortemente voltado para a preservação ambiental. Mais interessante ainda é saber que, provavelmente, tanto Dória quanto Marina Silva deverão estar presentes no pleito presidencial do ano que vem como candidatos. A participação de Marina é fato consumado. Já João Dória está meramente à espera de mais uma ou duas delações na Lava Jato que envolvam o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, que é o que ainda resta com alguma moral na velha guarda do PSDB nacional para postular a presidência.

É muito provável que, por força das circunstâncias, Dória e Marina despontem nas pesquisas caso suas candidaturas se consolidem, o que dará um nó e tanto na cabeça do grande eleitorado brasileiro. É que, na prática, eles parecem ter os mesmos objetivos, que é o de fazer com que o Brasil seja um país melhor pela força de seu próprio povo e não por milagres vindos de Brasília. Pelo menos é isto que têm pregado até agora. Isto, sem dúvidas, será uma novidade e tanto na política brasileira.

Política que não deixará de contar, em 2018, com as velhas pregações de esquerda, timonadas pelo PT, em uma possível candidatura de Lula, e de direita, através de candidaturas como a de Jair Bolsonaro (PSC). Todavia, a não ser por força maior, é muito provável que em 2018 prevaleça o discurso da ponderação e da conciliação. Neste sentido, João Dória e Marina Silva são os que mais têm condições de convencimento da grande massa até este momento.

 

 

 

Interessante

Tenho conhecidos que militam na política das mais diversas tendências ideológicas. Diante dos desdobramentos da Operação Lava Jato, um fato tem me chamado a atenção. Aqueles que são defensores de partidos de esquerda ou centro esquerda negam de forma veemente a participação de seus líderes em atos de corrupção. Argumentam, grosso modo, que tudo é uma grande armação cujo objetivo principal seria prender o ex-presidente Lula da Silva. Questionados sobre as robustas provas, em última instância ressaltam que os atos de corrupção eram coisa de alguns e que esta prática sempre existiu, dando a entender que os fins justificam os meios. Por sua vez, os que defendem os partidos de centro e de direita quase sempre costumam dizer que todos fazem parte de uma grande cambada de ladrões. Das duas uma: ou a esquerda é muito inocente, ou a direita é exageradamente realista.

 

Medicina

Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, a Ufsc, Luiz Carlos Cancellier Olivo, confirmou a realização dos vestibular para o curso de Medicina, no campus de Araranguá, ainda este ano, com ingresso na primeira turma em 2018. Durante pronunciamento em que anunciou a efetiva implantação do curso, o reitor fez referência pontual ao deputado federal Jorge Boeira (PP), ressaltando que a viabilização do projeto só foi possível graças a destinação de R$ 3,5 milhões em emendas parlamentares para que a faculdade de Medicina seja implantada em Araranguá. “Não fosse este aporte financeiro dificilmente conseguiríamos trazer a Medicina para nosso campus de Araranguá. Por isto é fundamental ressaltar o apoio de deputado para este projeto”, comentou o reitor. Desde 2003, quando assumiu uma cadeira no Congresso Nacional, Boeira tem realizado destinação de várias emendas para a educação catarinense, com foco no ensino de terceiro grau e no fomento a cursos técnicos.

 

Rotativo

Ainda que se trate de um tema polêmico, vereadores de Sombrio deveriam acelerar tramitação do projeto de lei que objetiva a implantação do estacionamento rotativo no centro da cidade. Nas últimas duas semanas, por conta dos feriados nas sextas-feiras, as principais ruas e avenidas de Sombrio ficaram praticamente sem nenhuma vaga de estacionamento durante horário comercial. Infelizmente isto acontece porque grande parte dos veículos estacionados pertencem a pessoas que trabalham no próprio comércio, que se negam a deixá-los um pouco mais longe, abrindo vagas para os consumidores. A tarifação das vagas de estacionamento fatalmente afastaria este contingente, a exemplo do que já aconteceu em Araranguá. Todavia, é preciso cuidado redobrado, para evitar as constantes denúncias que permeiam a Cidade das Avenidas neste setor.

 

Mais fácil

Presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Silvio Dreveck (PP) está disposto a disputar uma cadeira na Câmara Federal ano que vem. A decisão do parlamentar facilita em muito o projeto do deputado estadual sombriense, José Milton Scheffer (PP), de permanecer na Assembleia através de um novo projeto de reeleição em 2018. É que Dreveck foi o segundo deputado estadual mais votado no PP no pleito de 2014, com 40 mil votos, atrás de Zé Milton que fez 49 mil. Já o terceiro colocado no PP foi João Amin, com 36 mil votos. Na prática, agora, a diferença entre Zé Milton, que foi o primeiro mais votado do PP, e o terceiro, é de 13 mil votos. A saída de Dreveck da disputa estadual abre um buraco entre os campeões de votos do PP, deixando Zé Milton isolado nesta posição. Diante dos fatos, o sombriense só teria sua reeleição arriscada se perdesse um terço dos votos que fez em 2014, algo que, na história recente da política catarinense ainda não aconteceu dentro dos grandes partidos.

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