Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

24/08/2017 00:24

Rolando Christian Coelho, 24/08/2017

O impacto econômico para Morro Grande será desastroso. Queda na receita do ICMS deverá ser, no mínimo, de R$ 250 mil mensais.


JBS fechará em Morro Grande em Outubro

 

Empresa ligada ao agronegócio, a JBS Alimentos anunciou o fechamento de sua unidade localizada no município de Morro Grande, fato previsto para ocorrer no próximo dia 31 de outubro. A empresa já vinha operando há vários meses em apenas um turno, o que já havia sido motivo para a dispensa de cerca de 750 tralhadores. Com o anúncio do fechamento definitivo, pelo menos outros 740 serão demitidos, 400 dos quais moradores de Morro Grande, município aqui do Extremo Sul Catarinense que fica localizado à 12 quilômetros de Meleiro.

O impacto econômico para Morro Grande será desastroso. De acordo com o prefeito Valdo Rocha (PSD), a queda na receita do ICMS deverá ser, no mínimo, de R$ 250 mil mensais. “Só até o final do meu mandato a prefeitura deverá deixar de arrecadar quase R$ 10 milhões”, comenta o chefe do executivo. Não à toa, Valdo está tentando construir uma solução para o problema. Na próxima sexta-feira pela manhã, por exemplo, deverá acontecer uma reunião extraordinária da Amesc, a Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense, da qual Valdo é o presidente, para discutir o assunto.

Vale lembrar que, ainda que esteja sediada em Morro Grande, esta unidade da JBS mantinha ligações com municípios de toda região, tanto através da manutenção direta de postos de trabalho, como da compra de frangos criados por avicultores de praticamente todos os municípios do Extremo Sul. Um levantamento feito no primeiro semestre deste ano deu conta de que pelo menos 120 famílias de avicultores vinham produzindo exclusivamente para a JBS em nossa região, o que sugere um envolvimento direto, e indireto, de pelo menos outras 1.200 pessoas.

Ainda que toda a região seja prejudicada com o fechando da unidade da empresa, não há dúvidas de que os maiores impactos serão sentidos em Morro Grande, onde 400 funcionários que moram no município perderão seus empregos. “São todas pessoas que moram em Morro Grande. Pessoas que nasceram aqui ou que vieram morar aqui por causa da empresa. Gente que construiu casa, comprou caro, grande parte financiados, e que agora não sabe sequer qual o caminho a seguir”, comenta o prefeito, que tem um filho entre os futuros desempregados.

A ideia inicial é a de convencer a JBS a encontrar alguma outra empresa que possa assumir a unidade de Morro Grande, o que, diga-se de passagem, não será nada fácil. É que as grandes indústrias do agronegócio nacional tiveram quedas bruscas de produção depois da chamada Operação Carne Fraca, que expôs uma série de irregularidades no manufaturamento de carnes do país. Vale lembrar que no caso específico da JBS, há também o fechamento das portas do BNDES para a empresa, que durante anos bancou o financiamento de projetos dos irmãos Wesley e Joesley Batista, agora delatores da Lava Jato.

 

Tanto faz

Diante da falta de entendimento, deputado estadual Manoel Mota (PMDB) tem dito que, para ele, tanto faz, como tanto fez, o que será ou não aprovado no Congresso Nacional no que diz respeito à Reforma Política. “Vai acabar se elegendo quem o povo quiser que se eleja. Em qualquer situação, será preciso ter votos. É claro que esse negócio de coligar dez partidos para alguém se eleger com baixa votação não é justo, mas se o jogo for este, vamos à luta”, comenta o parlamentar, que foi um dos prejudicados em 2014 pelo sistema de votação proporcional. Se o chamado distritão estivesse em vigor naquela ocasião, Mota teria sido eleito e ainda sobrariam cerca de mil votos. Pelo sistema proporcional, que é o que estava em vigor, lhe faltaram mais de quatro mil, o que fez com que amargasse a terceira suplência de sua coligação.

 

 

Políticagem

Fechamento da JBS em Morro Grande mostra uma face pouco conhecida da política nacional, que é aquela que envolve o beneficiamento de grandes grupos empresariais em detrimento dos interesses da população. Nos governos Lula e Dilma, ambos do PT, a JBS encheu as burras de dinheiro via BNDES. Com o dinheiro, saiu comprando frigoríficos em todo o país. Quanto mais comprava, mais crescia, ganhando por economia de escala. Com isto, acabou baixando seus custos de produção, praticamente obrigando os médios e pequenos negócios do setor a abandonarem suas atividades. A grande maioria vendeu suas unidades para a própria JBS, como foi o caso da Tramonto Alimentos, de Morro Grande. No fim da história, os pequenos fecharam, os médios fecharam, e agora os grandes começam a fechar. E tudo isto só aconteceu por alguns precisavam de dinheiro em seu caixa 2 para bancar campanhas eleitorais.

 

Especulação

Corre à boca miúda em Florianópolis que PSD e PP estariam acertados para oferecer a vaga de candidato a vice-governador ao PSDB ano que vem. Neste contexto, Gelson Merísio (PSD) concorreria ao governo, Paulo Bauer (PSDB) ou Leonel Pavan (PSDB) concorreria à vice, e o PP indicaria um candidato ao Senado, para fazer dobradinha na campanha com Raimundo Colombo (PSD). O nome ventilado é o do futuro presidente do PP, deputado estadual Silvio Dreveck. Em princípio, ninguém parece estar levando em conta o projeto do ex-deputado federal Paulinho Bornhausen (PSB), que almeja concorrer pela terceira vez como candidato a senador. A especulação, no entanto, demonstra claramente com PSD e PP receiam que o PSDB se una ao PMDB no primeiro turno da eleição estadual, o que poderia complicar a vida de Merísio.

 

Insistindo

Deputado federal João Rodrigues (PSD), que tem vários correligionários de peso em nossa região, lançou nota polêmica sobre o leque de alianças de seu partido, com vistas a 2018. De acordo com o parlamentar, sua posição pessoal é a de não participar de qualquer coligação que tenha como partidos integrantes PT e PCdoB. Na via inversa, ele ressalta que não tem nenhuma restrição a siglas como PP, PSDB, DEM, PR, PMDB. De quebra, o parlamentar já adiantou que tem simpatia pelos tucanos Geraldo Alckmin e João Dória Júnior no que diz respeito à disputa presidencial. Pela declaração, notadamente Rodrigues ainda sonha em conseguir uma vaga na majoritária ano que vem. Seu projeto, dizem, é o de encaixar como candidato a vice do PMDB. A crítica a PT e PCdoB estaria se dando porque estes dois partidos, no segundo turno, tendem a se aliar ao deputado estadual Gelson Merísio, que postula uma candidatura ao governo estadual pelo PSD.

 

FRASE 

“Meus filhos nunca foram criados no luxo e na ostentação. Sempre impus a eles uma vida digna, mas modesta. Por outro lado, nunca economizei na educação deles. Esta é a principal herança que vou lhes deixar”.

Antônio Ermírio de Morais (1928/2014) – Mega empresário brasileiro

 


23/08/2017 08:21

Rolando Christian Coelho, 23/08/2017

Decisão do PP colocar Silvio Dreveck como presidente da sigla em 2018 já enfatiza qual será o caminho real do partido ano que vem.


Cenário de 2018 começa a ficar mais claro

 

Acordo firmando dentro do PP para que deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Silvio Dreveck, assuma o comando da sigla a partir de 1º de janeiro deixou o cenário político catarinense bem mais claro, com vistas às 2018. Silvio é aliado de primeira instância do deputado estadual Gelson Merísio, candidato natural do PSD ao Governo do Estado. Impulsionado pela vontade da grande maioria dos líderes progressistas, Dreveck já tem o aval para homologar uma dobradinha entre PSD e PP, no que diz respeito a composição majoritária do ano que vem.

A grande dúvida, agora, é saber quem será o progressista que terá a primazia de ser candidato à vice de Merísio. Em princípio, o próprio Silvio Dreveck desponta como o preferido dentro do partido para esta composição. Todavia, também são lembrados nomes como o do prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, e o próprio Esperidião Amin, que, nas internas, sempre demonstrou certa aversão a uma aproximação imediata com o PSD. Esta aliança será reforçada pela candidatura do governador Raimundo Colombo (PSD) ao Senado e, talvez, a do ex-deputado federal Paulinho Bornhausen (PSB), a senador também.

Este alinhavo praticamente “expulsou” o PSDB de uma possível aliança com PSD, PP e PSB. É que simplesmente não sobrou espaço para os tucanos sejam acomodados em uma composição de situação. Afora isto, o PSDB levará consigo, para 2018, a responsabilidade de bancar, em nível estadual, a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin ou de João Dória Júnior. Por conta disto, só sobra ao partido a alternativa de lançar candidato ao governo em Santa Catarina, ou de, no mínimo, compor como vice do PMDB, na busca de apoio deste ao projeto federal tucano, ao que parece soar natural.

Neste momento o PSDB não sabe ainda qual rumo tomará. O partido entrou 2017 com três alas bem distintas. Uma querendo candidatura própria, outra querendo aliança com o PSD e uma terceira querendo se irmanar ao PMDB. Os defensores da aliança com o PSD praticamente sumiram. No que diz respeito as duas outras opções não há, ainda, definição.

Racionalmente, o melhor para o PSDB seria lançar candidato próprio ao governo, o que forçaria o segundo turno no Estado. O partido perderia as eleições, mas teria a possibilidade de negociar apoio, de forma mais clara, na segunda etapa da eleição. O PT, por sua vez, ficaria a espera da posição a ser tomada pelo PSDB, para rumar em direção ao caminho inverso.

De um modo geral, no entanto, as composições no primeiro turno parecem convergir para uma aliança entre PSD, PP e PSB, outra entre PMDB e PSDB e uma terceira entre PT e PDT, com seus respectivos aliados. No segundo turno, em especial o PT deverá se aliar ao PSD, frente ao sentimento anti-tucano.

 

 

Tudo em paz

Deputado estadual José Milton Scheffer, líder do PP na Assembleia Legislativa, considerou altamente positivo resultado da convenção estadual de seu partido, que reconduziu o deputado federal Esperidião Amin ao comando da sigla, mas também  deixou definido que a partir de 1º de fevereiro quem ocupará esta função será o deputado estadual Silvio Dreveck. “Conseguimos chegar a um consenso, o que evitou um racha no partido. Acho que contentamos gregos e troianos”, brincou Zé Milton. Ainda que parece que tudo ocorreu dentro da normalidade, nos bastidores do PP os comentários davam conta de que Amin seria convidado a se retirar da executiva do partido, por não estar em sintonia com a vontade da grande maioria dos líderes progressistas, que almejam coligação com o PSD ano que vem. “Se ele insistisse em permanecer na presidência não faria nem 20% dos votos dos convencionais”, me disse outra fonte ligada à cúpula do PP.

 

 

Retaliações

Tenho conversado com vários líderes da cúpula política catarinense sobre as questões que envolvem o equilíbrio das contas públicas do Estado, já que, de fato, Santa Catarina carece de ações efetivas para evitar que evitemos chegar ao ponto em que chegaram Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Tem ficado cada vez mais claro que um dos objetivos comum de todos é o combate aos chamados altos salários dentro do funcionalismo público estadual, especificamente aqueles que ultrapassam os R$ 20 mil. Interessante notar que a maioria destes estão dentro do Poder Judiciário, Ministério Público e da Polícia Civil, que nos últimos tempos têm dedicado boa parte de seus trabalhos justamente as investigações envolvendo políticos catarinenses, especialmente prefeitos e vereadores. Alguém muito maldoso poderia até supor que a casta da política catarinense, na intenção de proteger suas bases eleitorais, pretende começar a promover retaliações contra aqueles que os “importunam”.

 

Julgamento

Causou alvoroço no PMDB de Araranguá decisão do desembargador Wilson Pereira Júnior, relator no Tribunal Regional Eleitoral de um dos processos que pede a cassação da chapa encabeçada pelo prefeito Mariano Mazzuco Neto (PP). É que em seu parecer, Pereira Júnior seguiu a mesma linha de raciocínio do MP, que acusa a chapa de Mariano de compra de votos no pleito municipal do ano passado. Ainda que pesem as acusações do MP e da relatoria do TRE, desfavorável a chapa composta por Mariano e por seu vice, o empresário Primo Júnior (PR), o processo carece de votação em plenário, e também é passível de recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral. A situação, encabeçada pelo PMDB, no entanto, parece já estar contando com a realização de novas eleições nos próximos dias, o que, nem de longe, é o caso. Por ora o processo está parado, por conta do pedido de vista do desembargador Antonio do Rêgo Monteiro Rocha, presidente do TRE catarinense.

 

Sem lógica

Saúde catarinense parece, definitivamente, carente de uma gestão mais eficiente. Temos 222 hospitais no Estado, o que abarca todas as unidades públicas, filantrópicas e de gestão mista. Deste total, 30% consomem 70% dos recursos estaduais destinados a saúde dos catarinenses. Na via inversa, 70% dos hospitais consomem apenas 30% dos recursos. Estes 70% são justamente aqueles hospitais que estão mais próximos da comunidade e que poderiam, nos próprios municípios, resolver grande parte das necessidades de atendimento da população. Não à toa a conta da saúde catarinense nunca fecha, afinal de contas fica mais do que evidente que os recursos são mal distribuídos, o que, por si só, já aumenta o custo dos atendimentos. Imagine o cidadão ter que sair de Praia Grande para fazer uma tomografia em Araranguá ou Criciúma! Agora imagine centenas, milhares destes e de outros casos similares espalhados por todo o Estado. Nessa lógica, não há dinheiro que chegue.

 

FRASE

“Ela acaba com amizades, destrói casamentos, cega as pessoas, cria isolamentos, e ainda exige sacrifícios que só mesmo os deuses parecem ser capazes de dar conta. É uma verdadeira praga. Estou falando da política”.

 

Tomas Jeffferson (1743/1826) – Ex-Presidente dos Estados Unidos da América


22/08/2017 00:27

Rolando Christian Coelho, 22/08/2017

Ano que quem deputado estadual Silvio Dreveck, que é aliado de Gelson Merísio (PSD), comandará o PP no lugar de Esperidião Amin.


PP “se entrega” ao PSD durante convenção

 

Partido Progressista jogou a toalha, ontem, em Florianópolis, durante convenção para escolha de seu comando, no que diz respeito a eleição estadual do ano que vem. Candidato natural à reeleição, presidente do PP, deputado federal Esperidião Amin, foi convencido a aceitar uma composição que o deixará somente até o próximo dia 31 de janeiro no comando do partido. A partir de então, quem presidirá a sigla será o deputado estadual Silvio Dreveck, o que praticamente sacramenta o apoio do PP a candidatura do deputado estadual Gelson Merísio (PSD) ao Governo do Estado.

Amin era a última voz do PP a defender a tese de candidatura própria do partido ao governo. Vinha fazendo isto de forma subliminar, mas durante o final de semana que passou engrossou seu discurso, deixando a entender, até mesmo, que o PSD não era um partido em que se pudesse confiar plenamente, quando o assunto são composições políticas. Ressaltando isto, enfatizou que o PP deveria se preparar, talvez, para concorrer com candidato próprio ao governo, já que políticos do PSD vinham manifestando a intenção de compor com o PMDB.

As afirmações de Amin acabaram ensejando uma série de reações por parte de várias lideranças progressistas. A primeira delas foi o desencadeamento de uma articulação que visava eleger Silvio Dreveck presidente da sigla, no lugar de Esperidião. Com a tensão dentro da cúpula progressista aumentando, foi negociado um meio termo. Por ele, ficou acordado que Amin comandará o PP até o dia 31 de janeiro, com Dreveck assumindo o comando da sigla a partir de então. Foi o mesmo que dizer que Amin não estará à frente do PP durante as tratativas que visarão as coligações diante de 2018.

Como se sabe, Silvio Dreveck é aliado incondicional de Merísio, e fatalmente trabalhará para que PP e PSD estejam unidos ano que vem. Não obstante a isto, mesmo sob a presidência de Amin, os líderes progressistas fizeram aprovar uma moção de apoio a candidatura do PSD ano que vem, algo sem precedentes na recente história da política catarinense.

Diante dos fatos, parece não haver mais dúvidas em relação a posição do PP diante de 2018. A grande questão agora é saber se o PSD levará mesmo seu projeto de candidatura própria até o final. Isto, na verdade, não depende nem mesmo de Merísio. Tais desdobramentos estão totalmente ligados a fatos relacionados, por exemplo, a operações federais como a Lava Jato, ou as delações dos executivos de grandes empresas como a JBS e a Odebrecht. Caso Merísio, que já foi citado como beneficiário de caixa 2 seja esquecido, o mar estará mais do que calmo para ele possa navegar em direção ao Palácio Santa Catarina. No entanto, se a tempestade se abater, o PSD terá dificuldades até mesmo de se encaixar como vice de alguma grande sigla.

 

 

 R$ 20 milhões

Prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (PMDB), diz que a partir do final de 2017 sua administração começará a realizar uma série de obras estruturais no município, cujo montante alcançará investimentos na ordem de R$ 20 milhões . “Temos uma série de demandas que terão prioridade, como é o caso da total revitalização da avenida Antônio Sant´ Helena, a pavimentação asfáltica da rua Caetano Lummertz, e as pavimentações das ruas Pedro Coelho e João José Coelho, todas vias públicas de grande relevância”, comenta o prefeito.  A administração de Zênio também tem trabalhado no projeto de revitalização do prédio da atual rodoviária de Sombrio, que a partir de agosto de 2018 funcionará em outro local. “Toda aquela área será objeto de um grande projeto de urbanização, que valorize nossa cidade”, comenta Zênio, fazendo mistério sobre os detalhes de sua futura iniciativa.

 

Problemão

Prefeitura de Morro Grande deverá receber R$ 120 a menos, todos os meses, em 2018, por conta da queda na produção de um abatedouro de aves da JBS que está sediado no município. A esta queda, há de se somar o estrago no caixa da empresa que foi feito depois das delações dos irmãos Batista, donos da empresa, que é a maior do gênero no mundo. De acordo com analistas do mercado agropecuário, as chances de que a JBS quebre de vez são muito maiores do que as dela sair do buraco em que se meteu. No que diz respeito a Morro Grande, já hoje o passivo social é enorme. “Não damos conta de atender tanta gente no setor da saúde e da educação. Sem o retorno dos impostos que vínhamos tendo, não sei como conseguiremos dar volta nesta situação”, comenta o prefeito Valdo Rocha (PSD).  Grande parte da assistência a que se refere o prefeito é dada a trabalhadores da JBS que se mudaram para Morro Grande nos últimos anos a procura de emprego.

 

Sem mudanças

Sem consenso para votar, dentro do projeto de Reforma Política, o artigo que dispõe sobre a criação de um Fundo, no valor de R$ 3,6 bilhões, para bancar as campanhas eleitorais, deputados começam a vislumbrar a possibilidade do retorno das doações empresariais para bancar as eleições.  As duas alternativas são bem simples: ou se cria o Fundo, tirando dinheiro da boca dos brasileiros para sustentar políticos, ou se permite que empresas doem dinheiro para políticos, para que depois estes trabalhem em favor dos interesses de empresários, que naturalmente tirarão dinheiro da boca dos brasileiros, como fizerem  JBS, OAS, Odebrecht e tantas outras corporações. No fim, as questões de ordem moral e ética são as que menos interessam. A questão, mesmo, é meramente achar um jeito menos desgastante junto a opinião pública de manter o status quo daqueles que dão as cartas do jogo político.

 

Se batendo

Quem imagina que o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) havia desistido de tentar emplacar o prefeito de Joinville, Udo Dohler (PMDB), como candidato ao Governo do Estado ano que vem está enganado. Nos últimos dias, depois de muito tempo de espera, Moreira afirmou que o deputado federal Mauro Mariani “é o candidato natural do PMDB para a disputa sucessória de Raimundo Colombo (PSD)”. Passados os primeiros reflexos da declaração, no entanto, o líder peemedebista começou, internamente, a falar novamente sobre a possibilidade de Udo Dohler concorrer ao governo, caso Mariani não decole. A fala vem sendo repassada a líderes do PMDB do Sul do Estado, principalmente pelos ligados ao gabinete do deputado estadual, e atual Secretário de Infraestrutura, Luiz Fernando Vampiro (PMDB), afilhado político de Moreira.

 

FRASE 

“A oposição vive dizendo que eu estou na política só para beneficiar meus amigos. Eles estão certos. Não conheço nenhum louco que passaria esse trabalho todo para beneficiar inimigos”.

Antônio Carlos Magalhães (1930/2005) – Ex-governador e senador baiano

 

CHARGE 


21/08/2017 00:14

Rolando Christian Coelho, 21/08/2017

Presidente estadual do PP sugere que partido se prepare para concorrer ao governo ano que vem, numa ameaça a possível aliança com PSD.


Amin coloca fogo no processo de 2018

 

Ex-governador e atual deputado federal Esperidião Amin (PP) colocou fogo no processo sucessório de 2018. Nome natural para permanecer no comando de seu partido, em convenção que será realizada hoje em Florianópolis, Amin fez várias declarações durante o final de semana dando conta de que os progressistas não devem, ainda, tomar qualquer tipo de posição em relação ao pleito estadual do ano que vem. Com se sabe, a grande maioria dos caciques do PP já se consideram coligados com o PSD e com o PSB, no que diz respeito ao próximo pleito estadual. Para Amin, no entanto, seu partido não deve descartar a possibilidade de lançar candidato ao governo, principalmente porque, de acordo com ele, o próprio PSD ainda não estaria sabendo o que quer da vida em relação à 2018.

Não precisa nem dizer que a turma do deixa disso entrou em campo querendo apagar a fogueira, mas o ex-governador manteve suas afirmações, ressaltando que existem dois PDS’s. Um capitaneado pelo presidente da sigla, deputado estadual Gelson Merísio, que pretende ser candidato ao Governo do Estado, e outro, influenciado pelo deputado federal João Rodrigues e pelo estadual Milton Hobus, que estariam almejando ser vice do PMDB de Mauro Mariani. De acordo com Amin, como o futuro do PSD é incerto, o PP precisaria estar preparado para o embate eleitoral de 2018 seja qual for o quadro a ser trabalhado.

No embalo, Esperidião Amin também tem acusado Merísio de estar tentando interferir no processo de escolha interna do PP. O deputado deixa a entender que o líder do PSD estaria nutrindo esforços para tirá-lo da presidência do PP, o que, supostamente, facilitaria o acerto entre progressistas e pessedistas no ano que vem. Se isto é, ou não, uma teoria da conspiração, o fato é que não há dúvidas de que se a presidência do PP ficar nas mãos do deputado estadual Silvio Dreveck, e não nas mãos de Amin, a vida do PSD será bem mais facilitada.

Amin tem alicerçado suas afirmações no tumultuado processo eleitoral de 2014, ocasião em que uma parceria entre PSD, PMDB e PP já estava praticamente certa. Naquela ocasião, o PSD ofereceu ao PP a vaga de candidato ao Senado. Joares Ponticelli seria o nome dos progressistas dentro da aliança. Teoricamente estava tudo acertado. O governador Raimundo Colombo (PSD) iria concorrer à reeleição, Eduardo Moreira (PMDB) seria seu candidato a vice, e Ponticelli concorreira ao Senado. Na ocasião Amin disse que esta aliança não seria cumprida. De acordo com ele, o PMDB iria glosar o nome de Joares Ponticelli. A cúpula do PP disse que tudo já estava certo, e havia até mesmo um documento de Colombo assumindo este compromisso. O problema é que esqueceram de combinar tudo isto com o então senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que não aceitou Ponticelli na aliança, o que acabou desfazendo o propenso acerto.

Agora, Amin vem com outro alerta, dando a entender que as chances são grandes de que o PSD comporá como vice do PMDB, e que o PP poderá, novamente, ficar chupando o dedo se não se tiver um plano alternativo de forma bem antecipada.

 

Confirmado

Diretor geral do Dnit, Valter Cassimiro Silveira, confirmou presença da audiência pública que será realizada na Câmara Municipal de Sombrio, na próxima sexta-feira, às 18h, para discutir as arestas que foram deixadas no município após a duplicação da BR 101. Antes disto, no mesmo dia, ele irá se reunir com lideranças políticas de Laguna para tentar resolver o impasse que envolve a iluminação da ponte Anita Garibaldi, já que, nem o Governo Federal, nem o estadual, nem a prefeitura e muito menos a concessionário que explora o pedágio da 101 no Sul do Estado querem pagar a conta. Ao meio dia, Valter Cassimiro irá almoçar em Timbé do Sul, onde vistoria, na sequência, as obras de pavimentação asfáltica da Serra da Rocinha. De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Sombrio, Nego Gomes (PMDB), a previsão é que o diretor do Dnit chegue a Sombrio por volta das 17h para a audiência pública.

 

Inusitado

Prefeito de Passo de Torres, Jonas Souza (PMDB), vivenciou uma experiência totalmente inusitada no sábado à noite. Depois de participar de um evento na serra gaúcha, ele descia de carro pela Rota do Sol, quando, na altura do município de Itati (RS), se deparou com uma criança de cinco anos correndo sobre a pista da rodovia, em um local totalmente ermo e escuro. Jonas parou o carro e foi em socorro a criança, promovendo sua segurança. Instantes depois um casal chegou ao local de carro. Eles haviam estacionado um pouco à frente para trocar o condutor. A menina, de nome Isadora, que estava no banco de trás, também abriu a porta e saiu, sem que os pais percebessem. Ao notarem a ausência da filha voltaram de imediato pela rodovia, se deparando com a criança do colo do prefeito. Especialmente nos finais de semana a Rota do Sol é bastante movimentada, pois liga o litoral Norte gaúcho à região de Gramado, Canela e de Caxias do Sul, na região serrada do Rio Grande.

 

Do outro lado

Deputados estaduais José Milton Scheffer (PP) e Valmir Comin (PP), que sempre estiveram alinhados com o pensamento do presidente estadual da sigla, deputado federal Esperidião Amin, começam a dar sinais de ruptura com o líder nato progressista. É que tanto Zé Milton, quanto Comin, que hoje ocupa a Secretaria de Estado da Assistência Social, estão irmanados aos demais líderes do PP que querem, de pronto, uma aliança com o PSD ano que vem, o que não é o caso de Amin. Hoje o PP realiza sua convenção estadual, ocasião em que será escolhido quem comandará o partido com vistas às articulações de 2018. Amin é candidato natural à reeleição. Não se duvide, todavia, que Zé Milton e Comin rompam com ele e insistam na tese de que o presidente do PP deva ser o deputado estadual Silvio Dreveck, que também almeja uma aliança com o PSD. Vale lembrar que Dreveck é candidato a presidência do PP desde sempre.

 

Novidade

Ex-prefeito de Siderópolis por duas vezes, entre 2005 e 2012, à época filiado ao PP, Dougals Warmling, o Guinga, está, agora, deixando o PSD para se filiar ao PDT. Objetivo é disputar a Câmara Federal, fazendo dobradinha com o já deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT). Tudo depende, no entanto, de como será a redação final da Reforma Política que está tramitando no Congresso Nacional. Prevalecendo a tese do distritão, onde apenas os 16 candidatos mais votados de nosso Estado a deputado federal ganhariam acento em Brasília, por óbvio que Guinga irá pular fora de qualquer projeto neste sentido. Caso haja um revés e seja aprovado o voto distrital misto, seu projeto de candidatura deverá ser levado adiante. Nesta possibilidade, aqui em nossa região ele passaria a ser o nome oficial do PDT à Câmara dos Deputados. Seria mais um, dentre tantos políticos catarinenses, que tomaríamos conhecimento da existência diante de uma disputa eleitoral.

 

FRASE  

“Muitas vezes nos sentimos apenas uma gota no oceano e acabamos desistindo de nós mesmos, de nossos sonhos. Mas o oceano nada mais é do que o conjunto de muitas, muitas gotas”.

Madre Teresa de Calcutá (1910/1997) – Religiosa indiana nascida na Macedônia

 

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