Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

20/10/2018 19:42

Rolando Christian Coelho, 19/10/2018


PT criou Bolsonaro e agora o renega de forma desalmada / /

Basta abrir qualquer rede social para ver o quanto Jair Bolsonaro (PSL) é odiado pelos petistas. O que o PT parece esquecer é que foi o próprio partido que criou o presidenciável do PSL. Do mesmo modo que a ditadura militar implantada em 64 criou o PT, agora o PT criou Bolsonaro.
O candidato do PSL nada mais é do que a expressão do nojo que a população brasileira desenvolveu por políticos e gestores partidários corruptos, que apareceram aos caminhões nas gestões presidenciais de Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT). O movimento social favorável a Bolsonaro nada mais é do que uma das mais antigas leis da física, que dá conta de que para cada ação haverá uma reação de igual potência, só que inversa. Quando alguém ganha uma martelada no dedo, fatalmente aquele que foi machucado irá gritar. Bolsonaro é apenas o grito advindo da martelada petista dada na cabeça dos brasileiros.
O candidato do PSL vai ganhar frouxo a eleição de Fernando Haddad (PT). Será de longe a maior diferença de votos que um presidenciável já teve em relação a seu adversário. Tomara que faça um bom governo, porque se não fizer, será mais uma herança maldita deixada ao país pelo PT.

Notas

Candidato do MDB se saiu tão mal na eleição governamental que, em alguns casos, nem Freud explica. Em Balneário Arroio do Silva, Mauro Mariani ficou na quarta colocação entre os que disputavam o governo na primeira etapa da eleição. Fez apenas 12,28% dos votos. Menos que Ricardo Guidi (PSD) e Daniel Freitas (PSL), que concorriam à Câmara Federal. Pela média, não chegou a alcançar nem 30% dos votos da região. Não à toa ficou no meio do caminho na disputa pelo Governo do Estado.

No primeiro turno da eleição governamental, Gelson Merisio (PSD) ganhou em 11 dos 15 municípios de nossa região. Ele fez mais votos em Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Ermo,Maracajá, Morro Grande,Meleiro, Passo de Torres, Santa Rosa do Sul, Sombrio, Timbé do Sul e Turvo. Já Mauro Mariani (MDB) fez mais votos em Jacinto Machado, Praia Grande e São João do Sul. Comandante Moisés (PSL), por sua vez, só fez mais votos que seus adversários em Araranguá. Se for levado em conta o apoio que o MDB da região vem dando ao candidato do PSL neste segundo turno, Comandante Moisés deverá ser o mais votado em praticamente todos os municípios aqui do Extremo Sul. Em 90% dos casos, a soma de votos de Moisés e Mariani ultrapassam a de Merisio, o que é um forte indicativo que o candidato de PSL será dará melhor por aqui no segundo turno.

Araranguá é o município mais pluralista de nossa região na hora do voto. Nada menos do que 252 candidatos a deputado estadual, e 184 a federal foram votados neste ano nas urnas da Cidade das Avenidas. Araranguá também é o município onde os candidatos dos partidos de esquerda se saíram melhor no Extremo Sul. Houve votos acima da média regional para candidatos do PT, Psol e PCdoB, por certo, reflexo do sindicalismo, que é bem presente em nível local.

Municípios onde o MDB mostrou efetivamente sua força no primeiro turno foram Jacinto Machado, Praia Grande e São João do Sul. Em Jacinto, candidato ao governo do partido, Mauro Mariani venceu seus adversários. A disputa ao Senado foi vencida por Jorginho Mello (PR) e Paulo Bauer (PSDB), que estavam sendo apoiados pelo MDB. À deputado federal, Ronaldo Benedet (MDB) foi o mais votado. Já a estadual, Luiz Fernando Vampiro foi o segundo mais votado. Em Praia Grande, Mariani também venceu no primeiro turno. Jorginho Mello e Bauer foram o segundo e terceiro mais votados para o Senado. Benedet foi o segundo mais votado à deputado federal e Volnei Weber (MDB), Vampiro e Ada de Luca (MDB) os mais votados a estadual. Em São João do Sul deu Mariani, Jorginho e Bauer, Benedet à federal, e Vampiro e Ada como segundo e terceiro a estadual.

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18/10/2018 00:20

Rolando Christian Coelho, 18/10/2018


No fim, Eduardo Moreira acabou dando a volta por cima em 2018 / /

O pleito estadual deste ano será lembrado pelo pragmatismo e pela sorte. O pragmatismo está vinculado diretamente a figura de Gelson Merisio, candidato do PSD ao Governo do Estado. Merisio fez absolutamente tudo certo até chegar ao ponto que chegou. Enquanto deputado e presidente da Assembleia Legislativa, construiu a imagem de alguém austero e competente, profundo conhecedor das mazelas do Estado. Impôs seu projeto dentro de seu partido e desencadeou uma série de articulações em nível estadual e federal que o levaram a construir uma aliança com uma dúzia de partidos, responsáveis por conduzi-lo ao segundo turno, em primeiro lugar.
Já a sorte sorriu para o governador Eduardo Moreira (MDB), que, ao que parece, nasceu abençoado com este tipo de graça. Especificamente neste ano eleitoral, Moreira acabou sendo podado antes mesmo de um confronto oficial dentro de seu partido, para saber quem seria o candidato a governador da sigla. As famosas forças ocultas o fizeram anunciar sua desistência do certame eleitoral, e apoiar a candidatura de Mauro Mariani (MDB), figura ligada diretamente ao senador Dário Berger (MDB), adversário interno declarado de Moreira. Como se sabe, Mariani sucumbiu ainda no primeiro turno, tendo que assistir da arquibancada o confronto entre Merisio e Comandante Moisés (PSL).
Moisés, por sua vez, passou a receber apoio pessoal de Moreira, que tem trabalhado dioturnamente por sua eleição. O segundo turno desta eleição é duríssimo para Merísio, já que Moreira tem empurrado com toda sua força o MDB para dentro da campanha do PSL. Se eleito, e há grandes chances de que seja, Comandante Moisés não deverá favores a Mariani, Dário Berger, ou qualquer outra liderança emedebista. Deverá a Eduardo Moreira, o sortudo de sempre.

Notas

Acontece hoje, em Criciúma, audiência pública para discutir a implantação de quatro praças de pedágio no Sul do Estado, duas delas aqui em nossa região, nos municípios de Maracajá e São João do Sul. Na terça-feira à tarde, presidente da Amesc, prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (MDB), conduziu reunião da entidade, em Araranguá, para tratar especificamente deste tema. De forma consensual os prefeitos do Extremo Sul se posicionaram francamente contrários a instalação das praças de pedágio, e levarão esta posição, acrescida de certa rispidez, à audiência pública de logo mais.

Jair Bolsonaro (PSL) foi o candidato à Presidência da República mais votados em todos os 15 municípios do Extremo Sul no primeiro turno. Fernando Haddad (PT) foi o segundo mais votados, também nos 15 municípios. Ciro Gomes (PDT) foi o terceiro mais votado em 13, dos 15 municípios. Ele perdeu para Geraldo Alckmin (PSDB) em Morro Grande e Timbé do Sul. O melhor desempenho proporcional de Bolsonaro foi em Morro Grande, onde fez 80,26% dos votos válidos. Em Praia Grande foi onde Haddad se saiu melhor, alcançando 25,61% dos votos. Já Ciro Gomes (PDT) teve seu melhor desempenho em São João do Sul, onde fez 8,56% dos votos, percentual timonado pelo ex-prefeito Alex Bianchin (PDT).

Piores votações alcançadas por candidatos à Presidência em nossa região, no primeiro turno, couberam a Vera Lúcia Salgado (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC). Vera Lúcia fez 38 votos, no conjunto dos 15 municípios do Extremo Sul. Já, João Goulart fez 30 votos e Eymael apenas 27. Pela média, eles fizeram cerca de dois votos por município. Em vários municípios os nobres candidatos fizeram apenas um voto, ou sequer foram votados. As maiores votações de todos ficaram concentradas em Araranguá e Sombrio, aonde, como se percebe, há eleitores para todos os gostos.

Jair Bolsonaro (PSL) fez, pela média, 69,10% dos votos em nossa região no primeiro turno, o correspondente a 3,28% a mais do que a média estadual, e 23,05% a mais do que a média nacional. Fernando Haddad (PT) fez, pela média, 14% dos votos da região. Sua média estadual foi de 15,13%, o que faz com que os percentuais se equivalham. Todavia, ele ficou bem abaixo da média nacional, já que emplacou 29,28% dos votos válidos no primeiro turno no país. Já Ciro Gomes (PDT) fez, em média, 6,26% dos votos em nossa região. Sua média estadual foi praticamente a mesma, já que emplacou 6,22% dos votos dos catarinenses. Em nível nacional ele se saiu bem melhor, conquistando 12,47% dos votos dos brasileiros.

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16/10/2018 00:37

Rolando Christian Coelho, 16/10/2018

Candidato do PT já trabalhou no mercado financeiro e, mesmo no poder público, atuou diretamente em pastas ligadas à finanças e planejamento.


A bela Ferrari de Haddad só surpreende quem não o conhece

Tem repercutido muito nas redes sociais cena de vídeo que mostra o presidenciável Fernando Haddad (PT) chegando ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em uma Ferrari amarela. De imediato, a oposição já tratou em se desdobrar criticando Haddad, e insinuando, até mesmo, que a tal preciosidade poderia ser fruto de alguma tramoia sua enquanto gestor do município de São Paulo.
Bom, em princípio, ninguém nem sabe se a tal Ferrari é mesmo de Haddad. Ainda que fosse, provavelmente ele teria dinheiro para pagá-la. É que, ao contrário do que se pensa, Haddad está longe de ser o mero professor que os marqueteiros do PT insistem em esculpir.
O fato é que o presidenciável é expert em finanças. Entre 2001 e 2003 ele chegou a ser analista de investimentos do Unibanco, uma das principais instituições financeiras do país ligada ao capital privado. A experiência, aliás, o levou a ser convidado para ser subsecretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo, na gestão de Marta Suplicy, assim como Ministro do Planejamento no governo Lula da Siva (PT). Nesta função, aliás, Haddad criou o programa de Parcerias Público-Privadas, o famoso PPP’s, que objetiva atrair capital privado para a implantação de projetos do setor público. Muitas rodovias com a cobrança de pedágios, Brasil à fora, foram implantadas através deste programa.
Como se vê, Haddad nunca teve problemas com a iniciativa privada, nem com o trato com dinheiro, a exemplo de sua candidata a vice, Manoela Dávila (PCdoB), que adora passar férias nos Estados Unidos.

Notas

Diante da hecatombe eleitoral que acometeu o MDB estadual, e regional, lideranças proeminentes do partido já começaram a prospectar novos horizontes para a sigla no Extremo Sul. Com o deputado estadual Manoel Mota fora do páreo, e diante das baixas votações alcançadas pelos deputados Luiz Fernando Vampiro e Ada de Luca em nossa região, no último dia 7, os olhares têm convergido para a figura do prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (MDB), que começou a ser instigado a disputar a Assembleia Legislativa em 2022.

Fantasma dos pedágios voltou a rondar nossa região. Na próxima quinta-feira, 18, acontecerá uma audiência pública, em Criciúma, para discutir a implantação de praças de pedágio na BR 101, entre Paulo Lopes e São João do Sul. Em princípio, nos planos da Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, estão previstas duas praças de pedágio em nossa região. Uma em Maracajá e outra em São João do Sul. Hoje, às 16h, na sede da Amesc, em Araranguá, acontecerá uma reunião com os prefeitos do Extremo Sul para discutir uma posição conjunta da região a respeito deste tema. Quem imaginava que o assunto havia morrido depois do corridão que os técnicos do Ministério dos Transportes haviam levado, ano passado, em São João do Sul, enganou-se.

Pesquisa BTG Pactual, divulgada ontem, aponta Jair Bolsonaro (PSL) com 59% das intenções dos votos válidos no segundo turno, contra 41% de Fernando Haddad (PT). A pesquisa foi realizada com dois mil eleitores, nos dias 13 e 14 deste mês, com margem de erro de 2% e nível de confiança de 95%. Ela está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07950/2018. Persistida esta margem, Bolsonaro deverá ganhar a Presidência com uma diferença de 20 milhões de votos.

MDB catarinense está começando a ver, na candidatura governamental de Comandante Moisés (PSL), a grande chance de retornar ao cenário político estadual por cima, em 2019. Lideranças emedebistas, com quem tenho conversado, enfatizam que, em caso de vitória do candidato do PSL, o governo ficaria totalmente aberto, já que seu partido não teria mão de obra qualificada suficiente para preencher as centenas de vagas de cargos comissionados da estrutura governamental. Mais que isto. Se forem somados os nove votos dos deputados eleitos pela dobradinha MDB/PSDB, mais seis eleitos pelo PSL, aliados a três do PR e dois do PDT, Moisés já teria, de saída, metade da Assembleia Legislativa a seu favor. Provavelmente chegaria aos dois terços com facilidade.

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15/10/2018 00:33

Rolando Christian Coelho, 15/10/2018

Candidato do PSL passou a ser alternativa mais viável para que o MDB se mantenha, pelo menos em parte, no poder catarinense.


MDB da região começa a fechar com Comandante / /

Inicialmente tímido, por conta da vexatória derrota de Mauro Mariani (MDB) no primeiro turno da eleição estadual catarinense, o MDB começou a direcionar seus esforços para o Coronel Carlos Moisés da Silva, o Comandante Moisés (PSL), no que diz respeito ao segundo turno da eleição governamental. Ainda que o partido tenha, oficialmente, liberado seus filiados para votar no candidato que achar mais conveniente nesta segunda etapa da eleição, nitidamente as principais lideranças emedebistas estão se esforçando pela candidatura do Comandante.
Provavelmente por uma questão estratégica, o próprio MDB decidiu não se posicionar de forma oficial em relação ao candidato do PSL, de modo a desvinculá-lo do atual Governo do Estado, que está para lá de desgastado. Prova maior disto foi o fato do candidato ao governo do partido ter ficado na poeira da disputa deste ano.
A bem da verdade, a ligação de Comandante Moisés com o MDB é mais próxima do que se imagina. Ele foi coordenador regional Sul da Defesa Civil e assessor da Secretaria de Justiça e Cidadania, na gestão da deputada estadual Ada de Luca (MDB). Não à toa o governador Eduardo Moreira (MDB) declarou voto pessoal ao candidato do PSL tão logo foi confirmado que Mauro Mariani estava fora da disputa, ainda na noite do último dia 7.
Aqui em nossa região, tanto por influência de Moreira, como por oposição a Gelson Merisio (PSD), que é apoiado pelo Progressistas, o MDB está com o coro para lá de ensaiado a favor de Moisés. A expectativa é a de que um governo do PSL possa ser, na verdade, um governo do MDB pela tangente.

Notas

Instigado a falar sobre uma possível disputa à Prefeitura de Balneário Arroio do Silva, em 2020, ex-prefeito Evandro Scaini (PSD) disse que esta possibilidade “é muito remota”, e que não está em seus planos. Candidato a deputado estadual, Scaini fez sozinho quase 45% dos votos válidos no município. Em relação a uma disputa por Araranguá, o ex-prefeito foi mais ameno, ressaltando que “é um quadro difícil de se administrar”, por óbvio, pela quantidade de interessados no processo. Não escondeu, no entanto, um certo interesse, enfatizando que “ainda é cedo para tratar de assuntos como este”.

Candidatos que mais fizeram votos em sua terra, em nossa região, foram os seguintes: Evandro Scaini (PSD), que concorreu a deputado estadual, fez 44,29% em Balneário Arroio do Silva. Deputado estadual José Milton Scheffer (PP), que disputou a reeleição, fez 41,02% em Sombrio. Ulisses Gabriel (PSD), que disputou a Assembleia Legislativa, fez 35,35% dos votos em Turvo. Ex-deputado federal Leodegar Tiscoski (PP), que tentou novamente a Câmara dos Deputados, fez 21,56% dos votos em Sombrio. Por fim, o ex-vice-prefeito de Araranguá, Rodrigo Turatti (PSL), candidato a estadual, fez 16,42% dos novos no município.

A surpreendente votação da deputada federal Geovânia de Sá (PSDB), em seu projeto de reeleição, não é surpresa. A parlamentar atingiu os 101.937 votos, praticamente o dobro do que havia feito em 2014. O segredo, por certo, foi não ter abandonado as bases de seu partido e ainda ter pluralizado sua atuação, fazendo parceira com prefeitos e vereadores das mais diversas siglas. Fez justamente o contrário do que fizeram alguns caciques do próprio PSDB, e de outras siglas, que acabaram não se elegendo. Quem achou que o negócio era só vir no ano da eleição prestar contas às bases, se deu mal.

Santa Catarina elegeu nove mulheres no pleito eleitoral deste ano. Foram eleitas à federal Ângela Amin (PP), Carmen Zanotto (PPS), Caroline de Toni (PSL) e Geovânia de Sá (PSDB). A deputada estadual foram eleitas Ada de Luca (MDB), Ana Campagnolo (PSL), Ana Paula da Silva (PDT), Luciane Carminatti (PT) e Marlene Fengler (PSD). Caso Comandante Moisés (PSL) seja eleito governador do Estado, a vice governadoria caberá a advogada Daniela Reinehr, que é natural do município de Maravilha, terra do ex-vice e ex-governador Casildo Maldaner (MDB), que era vice de Pedro Ivo Campos (MDB).

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