Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharelando em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

13/12/2017 00:43

Rolando Christian Coelho, 13/12/2017

Presença do ex-presidente petista no pleito de 2018 é fundamental para que o Brasil fecha um ciclo político que se arrasta há anos.


Eleição sem Lula não seria justa – 

 

Tribunal Federal Regional da 4ª Região, situado em Porto Alegre, marcou julgamento do ex-presidente Lula da Silva (PT) para o dia 24 de janeiro. Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão, em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá. Se o TFR da 4ª Região confirmar a sentença de Moro, o ex-presidente fica, teoricamente, inelegível por oito anos e não poderá disputar a Presidência da República ano que vem.

Uma disputa presidencial sem Lula, a esta altura dos acontecimentos, no entanto, deixaria o processo eleitoral brasileiro totalmente capenga, e seria, até mesmo, um risco tremendo para nossa frágil democracia. É que o Brasil precisa passar por Lula, ganhando ele, ou perdendo. Lula faz parte do processo de amadurecimento político do país, assim como já o fizeram figuras como Leonel Brizola, Fernando Collor de Mello, João Goulat e até mesmo os presidentes militares, todos representantes das utopias de nosso inconsciente coletivo.

Tirar a oportunidade de Lula concorrer fará apenas com que seja perpetuado no Brasil a ideia de que o governo pode ser sim o pai de todos. A ideia de que o governo é que é o responsável pelo povo, e não o contrário. Quanto mais rápido passarmos por figuras como Lula, melhor, nem que para isto ele precise ficar o resto de sua vida no poder. Uma hora, no entanto, cairá a ficha da população, que se dará conta de que antes de distribuir riqueza, é preciso produzir riqueza, como se esmeraram em fazer os países verdadeiramente socialistas, a exemplo da China. Por lá, nenhum pão foi dividido antes do faminto merecer por ele. Nenhuma sala de aula foi aberta em uma vila, sem que antes os jovens daquela vila merecessem por ela.

No Brasil a esquerda criou a ilusão de que o patrão é o opressor e que o empregado é o oprimido, não levando em conta de que mais de 80% da economia nacional está alicerçada em pequenos e médios negócios, cujo capital de giro, muitas vezes, só existe por conta da conquista de linhas de crédito conseguidas junto a bancos, a juros extorsivos.

Em um novo mandato, por exemplo, Lula dificilmente iria dar crédito ilimitado a JBS Alimentos junto ao BNDES. Ao invés disto, como manda a lógica, distribuiria crédito a milhões de pequenos e médios investidores que de fato querem produzir riqueza para o país, gerando renda para a população, ao invés de alocar tudo na mão de um mau caráter com Joesley Batista. Se não fizesse isto já estaria ajudando o Brasil a se encontrar. Se fizesse novamente, estaria mostrando, definitivamente, o que um presidente de verdade não deve fazer no futuro.

 

Tranquilo

Ex-prefeito de Sombrio, José Antônio Tiscoski da Silva, o Professor Jusa (PP), diz que não irá recorrer mais da decisão do Tribunal de Contas do Estado, que serviu de base para que a Câmara de Vereadores de Sombrio rejeitasse suas contas relativas a 2012, o que o deixou inelegível por oito anos. Ao não conseguir fechar as contas da prefeitura daquele ano no azul, Jusa recebeu um parecer do TCE pela rejeição das suas contas, o que acabou sendo referendado pela Câmara Municipal. O ex-prefeito fez movimentos preliminares tentando anular a decisão do legislativo de forma judicial, mas, agora, decidiu deixar as águas rolarem. “Não pretendo disputar mais nenhuma eleição, então não tenho porque ficar correndo atrás de algo que já não tem sentido. Minha consciência está tranquila de que as contas não fecharam por causa da crise nacional, não por má gestão”, comenta o professor.

 

Muito bom

Presidente da Câmara Municipal de Sombrio, vereador Nego Gomes (PMDB), solicitou que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, em parceria com outras entidades, desencadeie campanha conscientizando as pessoas para a importância de não dar esmolas a pedintes na cidade. Situado as margens da BR 101, Sombrio é frequentemente visitado por esmoleiros, que, especialmente no centro da cidade, perambulam pelas ruas pedindo dinheiro e muitas vezes xingando ou ameaçando quem não contribui. Algumas ações neste sentido são até mesmo orquestradas, com pedintes chegando ao município de Vans, vindos de outras regiões, meramente com o objetivo de arrecadar dinheiro. Outros tantos já se acostaram pelas ruas mais centrais, alguns deles se dedicando a depredação do patrimônio público e privado. Trata-se, de fato, de uma situação para a qual se precisa dar um jeito, sob pena de Sombrio começar a perder seu encanto central.

 

Aprovado

Proposta do deputado estadual José Milton Scheffer (PP), que previa a isenção das taxas de inscrição de concursos públicos em Santa Catarina, para pessoas que sejam doadores de medula óssea, foi aprovada por unanimidade pelo plenário da Assembleia Legislativa. A proposta altera a redação da lei 10.567/97, que já beneficia com a isenção de taxas aquelas pessoas que são doadoras de sangue. Para se ter uma ideia, mesmo que todos os cinco milhões de catarinenses, acima de 18 anos, fossem doadores de medula óssea, ainda assim esta quantidade de pessoas não seria suficiente para que se achasse doadores compatíveis para as 63 pessoas que estão na fila a espera de um transplante medular em nosso Estado. Vale lembrar que, não obstante a qualquer benefício pessoal que se possa ter, ser doador de sangue, ou constar no banco de dados do Hemosc como doador de medula, pode salvar muitas vidas.

 

Sem consenso

Pesquisa eleitoral do Instituto Mapa, publicada em novembro por dezenas de jornais do Estado, e repercutida pelos veículos do sistema RIC/Record de comunicação, deixou deputado estadual, e presidente do PSDB catarinense, Marcos Vieira, de nariz torcido. Motivo: o parlamentar também queria ser incluído no rol dos pré-candidatos ao Governo do Estado. O único representante do PSDB na pesquisa foi o senador Paulo Bauer, que, aliás, se saiu muito bem, emplacando 29% das intenções de voto, meio ponto a menos do que Esperidião Amin (PP), que, em princípio, lidera o certame. O descontentamento de Vieira é sinal de que o céu não está à brigadeiro para Paulo Bauer dentro de seu partido. Ainda que desfrute de um incondicional prestígio no PSDB Nacional, para o qual foi eleito um dos seis vice-presidentes na convenção de sábado, e ainda seja líder do partido no Senado, Bauer está malhando em ferro semifrio no tucanato catarinense.

FRASE

“Nós seres humanos somos muito curiosos, e até mesmo estranhos. Observe que quando nos aceitamos como somos de verdade, começamos nosso processo de mudança interior. Na prática, aos nos conhecermos, não nos queremos nem para nós mesmos”.

Carl Rogers (1902/1987) – Psicólogo americano

CHARGE

 

 


12/12/2017 00:52

Rolando Christian Coelho, 12/12/2017

Os dois deputados estaduais de nossa região têm tudo para emplacar bem no pleito eleitoral do ano que vem.


2018 está sorrindo para Mota e Zé Milton

 

Últimos desdobramentos políticos em nível estadual e regional tendem a ter reflexos diretos aqui no Extremo Sul, no que diz respeito a disputa pela Assembleia Legislativa em 2018. Manoel Mota (PMDB), por exemplo, começou seu atual mandato, em 2015, sob a forte ameaça de uma candidatura nova do PMDB em nossa região, o que, fatalmente, o deixaria sem chances de reeleição, e, talvez, ainda amargando uma suplência tão baixa que possivelmente não tivesse forças para se livrar dela e permanecer no parlamento catarinense.

Faltando menos de um ano para o pleito do ano que vem, Mota reina sozinho dentro do PMDB do Extremo Sul, em que pese toda a oposição interna. Ainda assim, para sua sorte, seus dois adversários mais diretos passam por desgastes que serão muito explorados junto aos eleitores no período eleitoral que se avizinha. Por um lado, a deputada estadual e Secretária de Justiça e Cidadania, Ada de Luca (PMDB), é objeto de uma investigação desencadeada pela Polícia Federal para investigar compra de votos em 2014, ocorrência que fatalmente voltará à tona em 2018. Já o deputado Luiz Fernando Vampiro (PMDB), outro adversário interno de Mota no Extremo Sul, terá que se explicar, e muito, ao eleitor de nossa região, do porquê de termos sido esquecidos pela Secretaria de Infraestrutura, que atualmente está sob seu comando. Aliás, a impressão que se tem é a de que a aludida Secretaria imagina que Santa Catarina termina em Maracajá.  Tudo isto beneficia muito Manoel Mota, que sabe, por óbvio, que nem só dos votos de nossa região se faz uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Já no PP o deputado estadual José Milton Scheffer reina livre, leve e solto em seu projeto de reeleição. Além de não possuir adversários internos no Extremo Sul, também tem transitado com naturalidade nas regiões de Criciúma e Tubarão, que estão sem representante progressista na Assembleia. Vale lembrar que o deputado Valmir Comin (PP) é o atual Secretário de Estado do Bem Estar Social, o que acaba pulverizando seus esforços políticos por toda Santa Catarina. Isto é bom para Comin, porque amplia sua base eleitoral, mas é melhor ainda para Zé Milton, já que o Secretário não está mais apenas focado no Sul catarinense. Esta condição de único deputado progressista em atuação no grande Sul, aliás, credencia diretamente Zé Milton para enfrentara Câmara Federal caso o deputado Jorge Boeira (PP) dispute a vice-governadoria, ao invés da reeleição. Em quaisquer das situações, Zé Milton tem amplas chances de eleição.

 

Mal a pior

Fechamento da unidade da JBS Alimentos, em Morro Grande, está afetando a economia de nossa região de forma avassaladora. Além da perda de 700 postos de trabalho, da inevitável queda da receita de ICMS da Prefeitura de Morro Grande, e do governo estadual, o varejo regional também tem sido atingido de forma direta. Pessoas que trabalhavam vendendo esterco de aviário para a agricultura, por exemplo, já não dispõem mais de matéria prima abundante e relativamente barata, até porque, sem frango não há esterco. Revendas de carros que haviam financiado veículos para colaboradores da JBS já começaram a ver parcelas atrasadas, o que as descredibiliza  junto ao agente financiador. Comércios de Morro Grande e Meleiro também já começam a sentir reflexos de parcelas atrasadas e baixa no movimento. Enquanto isto os irmãos Batista contam dinheiro na cadeia.

 

Mais outdoor

Bolsonaristas de nossa região já fixaram outdoors em prol do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) nos municípios de Araranguá, Sombrio, Turvo e Jacinto Machado. De acordo com o movimento Direita Sombrio, os próximos municípios a receberem outdoors serão Santa Rosa do Sul, São João do Sul e Passo de Torres. Os outdoors são confeccionados com recursos angariados junto a simpatizantes de Bolsonaro, e fixados, em princípio, em terrenos de pessoas que lhe tem estima. O objetivo é fazer com que todos os 15 municípios de nossa região tenham pelo menos um outdoor fixado. Ministério Público de vários Estados do país têm solicitado a justiça a proibição da fixação deste tipo de material publicitário, referenciando Jair Bolsonaro. Como justificativa, o MP argumenta de que se trata de propaganda eleitoral antecipada, já que Bolsonaro é declaradamente pré-candidato a presidente da República. Em Santa Catarina ainda não há movimentação neste sentido em nível estadual. Por ora os outdoors estão liberados.

 

Crise total

Situação do Hospital Regional de Araranguá parece mesmo cada vez mais fora de controle. De acordo com o SindSaúde/SC, que é o sindicato que representa os trabalhadores da área, a SPDM, que administra o Regional, prometeu pagar os salários de novembro nesta semana, a partir de ontem. O argumento é o de que o Governo do Estado não teria efetuado o repasse dos recursos que tem conveniado com a instituição. Conforme o SindSaúde, no entanto, o repasse já foi efetuado no último dia 5, o que pode ser comprovado através do Portal da Transparência. Parece cada vez mais claro que a SPDM não tem mais condições de administrar o Hospital Regional de Araranguá. Expectativa, agora, é a de que o Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, promova um amplo debate antes da escolha do novo gestor, sob pena de correr o risco de estar trocando seis por meia dúzia.

 

Nada a perder

Tive um professor de matemática declaradamente de esquerda. Ele costumava dizer que o povo não tinha que ter medo, porque não tinha nada a perder, a não ser a vida. Pela sua lógica, se a vida conseguisse ser preservada, tudo o mais poderia ser colocado em jogo. Talvez isto explique o fato do ex-presidente Lula da Silva (PT) continuar sendo referenciado por mais de 30% da população brasileira, não obstante a todo o mar de lama que o cerca, e que o atola também. O senador Aécio Neves, por exemplo, foi fortemente vaiado durante convenção do PSDB ocorrida em São Paulo, no último sábado. Até pouco tempo ele era um herói tucano. Arrolado em denúncias, passou a ser bandido, tendo sido até mesmo ‘convidado’ a se retirar do comando nacional de seu partido. Por outro lado, durante o 6º Congresso Nacional do PT, Lula foi aclamado como herói, mesmo estando envolvido em situações mil vezes pior que Aécio. A única coisa estranha é que, mesmo depois de 14 anos de governo petista, o povo ainda continua sem ter nada a perder.

FRASE

“O significado da vida nunca é compreendido quanto estamos no topo da montanha. Somente quando a montanha está sobre nós é que sabemos quem somos e o que queremos. Os golpes, a tristeza e as decepções são o que nos fortalece, não a glória”.

Richard Milhous Nixon (1913/1994) – Ex-presidente do EUA

CHARGE


11/12/2017 12:17

Rolando Christian Coelho, 11/12/2017

Lista de pré-candidatos ao Senador Federal em nosso Estado já é maior do que aqueles que se dispõe a disputar o Governo.


Tem candidato saindo pela culatra

Santa Catarina nunca teve tantos nomes de peso, ao mesmo tempo, postulando uma vaga no Senado Federal. Governador Raimundo Colombo (PSD) e o ex-governador e atual deputado federal Esperidião Amin (PP) são os mais expressivos, seguidos do vice-governador Eduardo Moreira (PMDB), que também não esconde sua pretensão neste sentido. Há de se levar em conta de que o jogo eleitoral em Santa Catarina, com vistas à 2018, ainda está totalmente aberto, e, neste sentido, não se deve descartar a candidatura à reeleição do senador Paulo Bauer (PSDB), que aparece como um dos líderes nas pesquisas de intenção de votos para o governo catarinense.

Se o prestígio de Bauer é grande para o governo, não será diferente no que diz respeito a uma nova candidatura sua ao Senado, caso, por exemplo, o PSDB opte por lançar outro nome a governador, ou se contente em compor como vice do PP, PSD ou PMDB, utilizando-se, do mesmo modo, de outro líder tucano para esta amarra executiva.

Há de se levar em conta, ainda, o calibre político de Paulinho Bornhausen (PSB), que por duas ocasiões disputou o Senado, não sendo eleito, em grande parte, por ter feito uma campanha muito regionalizada, meramente focada em sua base eleitoral, no que diz respeito ao corpo a corpo com o eleitor.

A fora estes, há um rosário de outros postulantes que também estão de olho no Senado Federal, como o presidente da Assembleia Legislativa, e futuro presidente do PP, deputado estadual Silvio Dreveck. Vale lembrar que Dalírio Beber (PSDB) é senador da República, e também pode postular uma candidatura à reeleição, ainda que, como suplente, tenha assumido a Câmara Alta por decorrência do falecimento do ex-senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), em maio de 2015, e seja uma figura apática no cenário estadual.

No próprio PMDB, há uma fila quase que interminável de pré-candidatos ao Senado, que passa por nomes como os ex-governadores Casildo Maldaner e Paulo Afonso Vieira, pelos deputados federais Valdir Colatto, Rogério Mendonça Peninha e Mauro Mariani, que é pré-candidato ao governo, mas que poderá sucumbir diante do prefeito de Joinville, Udo Döhler, nesta pretensão. Naufragado seu projeto principal, Mariani não irá querer disputar a Câmara Federal novamente, até porque outros peemedebistas já têm carcomido suas bases eleitorais neste sentido, como o deputado estadual Carlos Chiodini.

O lançamento desta ou daquela candidatura passa, inevitavelmente, pelas composições majoritárias que vêm sendo construídas. A bem da verdade, ninguém tem vontade própria neste jogo, nem mesmo o governador Colombo, que tem a faca e o queijo nas mãos. Sua candidatura ao Senado, por exemplo, passa necessariamente por uma renúncia que pode afastar um aliado importantíssimo como o PP. Se Colombo jogar meramente para si, poderá colocar todo seu partido a perder. Se nem aquele que detém o comando do governo possui poder de autodeterminação diante deste tabuleiro, o que se dirá de todos os demais nomes.

 

Jogada de Mestre

Base do PP no Sul do Estado tem se irmanado cada vez mais a idéia de compor como vice do PSDB na disputa governamental do ano que vem. Os caciques regionais do partido, no entanto, ainda estão receosos em relação a esta possibilidade, com exceção, por óbvio, do deputado federal Jorge Boeira (PP), que tem sido citado como provável candidato a vice-governador de Paulo Bauer (PSDB). A tendência, porém, é que a aludida presença de Boeira na majoritária acabe quebrando as barreiras ainda impostas pelos líderes sulistas do ninho progressista. Neste sentido, há de se tirar o chapéu para o ex-governador e atual deputado federal Esperidião Amin (PP), que foi quem criou a dupla Bauer/Boeira. Tivesse indicado um líder progressista de fora da região Sul para compor com o PSDB, seu projeto teria morrido na casca. Há de se lembrar que está no Sul catarinense a maior base de apoio do PP no Estado.

 

Na carne

Prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (PMDB), parece mesmo disposto a cortar da própria carne para fechar as contas deste ano, de sua gestão, no azul. Desde o início do mês Zênio vem promovendo uma série de demissões de cargos comissionados, o que acometeu, também, o assessor de imprensa da prefeitura, Fabrício Espíndola, um de seus colaboradores mais diretos. Hoje é o último dia de trabalho de Fabrício, que foi o responsável pela assessoria de imprensa do então candidato a prefeito, em 2012, e um dos principais nomes da equipe de marketing de Zênio em seu projeto de reeleição em 2016. Mesmo com todas as demissões que vêm sendo feitas, o prefeito diz que só mesmo no decorrer desta semana é que se saberá ao certo se a folha de pagamento de novembro e a segunda parte do 13º salário conseguirão ser pagos integralmente. “A partir de agora estamos nas mãos dos repasses feitos pelo governo estadual e federal”, comenta o chefe do executivo.

 

Pau em Lula

Eleito presidente nacional do PSDB no final de semana, governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não mediu palavras para desqualificar o ex-presidente Lula da Silva, provável candidato do PT à Presidência ano que vem. Em que pese o julgamento de Lula, por corrupção, em segunda instância, o que poderá levar a sua inelegibilidade, Alckmin preferiu tratar o petista como um adversário direto nas urnas. Uma das novidades é que o governador paulista inaugurou um discurso tipicamente liberal, defendendo o enxugamento da máquina do Estado, a desoneração tributária, a desburocratização do governo e a valorização da iniciativa privada, praticamente tudo aquilo com que o PT confronta diretamente. Na prática, se Alckmin mantiver esta postura, o que pode-se afirmar é que ele será uma espécie de Bolsonaro um pouco mais ao centro, sem as chamadas defesas de teses extremistas, como a pena de morte.

 

Mesma lógica

PT encomendou estudo para saber o porquê da popularidade de Jair Bolsonaro (PSC/RJ), que se consolidou como o vice-líder nas pesquisas de intenção de votos no que diz respeito à disputa pela Presidência da República. No fim da história, o partido de Lula ficou sabendo que os fatores da popularidade de Bolsonaro são praticamente os mesmos que levarão o líder petista a ser reverenciado em todo o país nas décadas de 1980, 1990 e início dos anos 2000. Basicamente, os simpatizantes de Bolsonaro o têm em conta porque não aguentam mais corrupção, estão de saco cheio com o pessoal de Brasília, não suportam mais desperdício de dinheiro público, querem mais qualidade de vida e não suportam mais as mesmas caras. Neste sentido, exatamente como faziam os cativos a Lula, os bolsonaristas não se custam nem mesmo a tirar dinheiro do próprio bolso para propalar seu nome. No fim, o modus operand do povo é o mesmo, só mudou o candidato por questões que dispensam explicação.

 

FRASE

“A democracia é o bem mais preciso de qualquer sociedade. Ela não é perfeita, não soluciona tudo, e tampouco é o início e o fim em si própria. Ainda assim, ela é a única chance de se dar as mesmas oportunidades a um milionário e um mendigo em um país”.

Barack Obama (1961) – Ex-presidente dos EUA

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08/12/2017 00:48

Rolando Christian Coelho, 08/12/2017

Jorge Boeira, José Milton Scheffer e Leodegar Tiscoski poderão integrar a tropa de choque progressista na disputa eleitoral do ano que vem, todos ao mesmo tempo.


PP de nossa região está ultra valorizado  – 

 

Os últimos desdobramentos políticos em nível estadual acabaram criando um cenário para lá de favorável ao PP aqui do Extremo Sul Catarinense. Tudo começou com a disposição do atual presidente do partido, Esperidião Amin, de abrir mão de uma possível candidatura ao governo para apoiar o senador Paulo Bauer (PSDB) neste intento. Por óbvio que Amin fez isto porque sabe que não tem forças para se impor, internamente, como candidato a governador. Prova disto foi o fato de o PP tê-lo deixado no banco de reservas durante a escolha do novo comando estadual da sigla. Inicialmente candidato à reeleição, Amin teve que ceder e aceitar a indicação do deputado estadual, e atual presidente da Assembleia Legislativa, Silvio Dreveck, para a presidência progressista. Sabia que se batesse chapa perderia.

E perderia porque o PP não aguenta mais Amin, e os seus, como candidato ao governo. Em 1994 ele tinha uma eleição ganha e acabou se aventurando numa disputa presidencial. Por conta disto lançou sua esposa, Ângela Amin (PP), ao governo. De forma surpreendente ela acabou perdendo para o até então desacreditado Paulo Afonso Vieira (PMDB). Os erros administrativos de Paulo Afonso praticamente deram a eleição de 1998 a Amin, que teria ganho aquele pleito até sem sair de casa, tamanho foi o massacre midiático imposto a Paulo Afonso. Em 2002, no entanto, Amin viu seu projeto de reeleição naufragar. Em sua nova tentativa de voltar ao governo, também foi derrotado em 2006. Em 2010, Esperidião novamente impõe a candidatura de Ângela, que também perde o pleito. Não é à toa que o PP não quer mais Amin candidato ao governo.

Se por um lado o maior líder progressista não tem nenhuma razão em querer ser candidato ao governo, por outro ele está coberto de razão ao defender o alinhavo de uma dobradinha com o PSDB. Amin não acredita que o PSD de Raimundo Colombo irá romper com o PMDB, o que, no frigir dos ovos, deixaria o PP a ver navios, como em 2014. Se levarmos em alta conta o fato de que Colombo quer concorrer ao Senado, de fato não há nenhuma lógica em ele renunciar, entregando o governo ao PMDB, mesmo partido que teria que tentar derrotar depois.

Prevalecida a tese de Amin, Paulo Bauer concorreria ao governo, tendo o deputado federal Jorge Boeira (PP) como seu candidato a vice. A vaga de Boeira provavelmente seria disputada pelo deputado estadual José Milton Scheffer (PP), e a de Zé Milton pelo ex-deputado Leodegar Tiscoski (PP), todos políticos de nossa microrregião.

Ainda que possa parecer muita areia para nosso caminhãozinho, esta conjuntura é totalmente plausível. No Sul do Estado, neste momento, Boeira é o político com maior densidade eleitoral dentro do PP. Zé Milton, por sua vez, foi o deputado estadual mais votado de seu partido, e Leodegar carrega consigo um histórico político que o referencia para qualquer disputa. É preciso, agora, que os planetas sejam alinhados.

 

Julgamento

Está previamente marcado para a próxima quinta-feira, dia 14, o julgamento do recurso do vereador sombriense Peri Soares (PP), no Tribunal Regional Eleitoral, em Florianópolis. Peri foi cassado em primeira instância, na Comarca de Sombrio, por suposto abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral do ano passado. Ele, no entanto, continua atuando no legislativo. O recurso defende a tese de que o vereador teria sido vítima de uma grande armação, arquitetada pela oposição, timonada pelo PMDB, com o objetivo de prejudicá-lo. Ainda que perca este julgamento, Peri pode recorrer junto ao Tribunal Superior Eleitoral, mas seria afastado da Câmara. Nesta hipótese, quem assumiria sua vaga seria o suplente de vereador Jairo Adriano Freitas, o Nano (PSD), que não esconde o entusiamo por um desfecho a seu favor.

 

Debandada

Vários líderes do PMDB de Araranguá tem se articulado, em comum acordo, para deixarem a sigla, migrando, possivelmente, para o PDT, tão logo seja aberta uma janela de transferência partidária. Este grupo poderá contar com o vereador Ronaldo Soares, o Ronaldinho, que ainda não engoliu as puxadas de tapete que levou do comando da sigla durante a campanha eleitoral do ano passado. Lideranças políticas de outras siglas também poderão ter como destino o PDT, objetivando fortalecer o partido, o tornando uma espécie de terceira força política na Cidade das Avenidas. Esta primazia cabe, ou cabia, ao PT, que saiu estraçalhado do pleito municipal ano passado. Este grupo de possíveis neo-brizolistas quer justamente ocupar esse espaço alternativo, se tornando uma opção ao PP e ao PMDB, rivais históricos no município. A lógica sugere que o grupo pretende indicar o vice do PP em 2020.

 

Bem servido

Deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) não tem do que reclamar quando o assunto é o fortalecimento de sua base eleitoral em nossa região. Em 2018 ele terá o apoio do ex-prefeito de Timbé do Sul, Eclair Coelho, do ex-prefeito de Praia Grande, Lúcio Casagrande, e do ex-prefeito de São João do Sul, Alex Biachin. Mesmo filiado ao PMDB, Eclair já declarou apoio a Minotto, e disse não temer ser expulso de seu partido por conta disto. Já Lúcio, que era filiado ao PMDB, e Alex, que era filiado ao PT, estão agora radicados no PDT de Rodrigo Minotto. Vale lembrar que o parlamentar desfruta da simpatia de diversos outros prefeitos que estão na ativa em nossa região, por conta, especialmente, da intermediação de recursos junto ao Governo do Estado nos últimos dois anos. Semi-aliado de Colombo, Minotto tem aberto muitas portas em Florianópolis.

 

Mão amiga

Prefeito de Jacinto Machado, João Batista Mezzari, o Gaiola (PMDB), está tendo mãos para lá de amigas na execução da programação de Natal deste ano em seu município. Trata-se de integrantes da administração do ex-prefeito de Praia Grande, Valcir Darós (PMDB), que estão de forma voluntária trabalhando nos eventos natalinos jacintomachadense. Praia Grande é de longe o município que mais investe em atrações de Natal em nossa região, e faz isto há muitos anos. O grupo político de Valcir, no entanto, perdeu a eleição municipal do ano passado, e muitos dos coordenadores do propalado Natal dos Canyons não foram convocados pela atual administração para atuar na organização dos eventos natalinos de 2016, e tampouco de 2017. Repletos de experiência, e convidados por Gaiola, vários não quiseram deixar seus conhecimentos à merce do esquecimento. No fim das contas, Jacinto é só alegria.

FRASE

“Ninguém bate tão duro quanto a vida. Mas não se trata do quanto você bate. Se trata do quanto você aguenta apanhar e ainda assim continuar em frente. Do quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando. É assim que se vence”.

Sylvester Stallone (1946) – Ator americano, no filme Rocky Balboa

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