Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

26/04/2018 00:48

Rolando Christian Coelho 26/04/2018

Maiorias das lideranças pessedistas de nossa região têm dito que estratégia do partido para 2018 é nebulosa e incompreensível.


PSD da região continua sem entender PSD/SC   /  /

Há quase um ano a vida do PSD estadual virou um mar de interrogações. Afinal de contas, o que o partido de Gelson Merisio, Júlio Garcia e Raimundo Colombo realmente quer de 2018? Se a resposta já existe, definitivamente ela não chegou a nossa região. Pelo menos é isto o que afirma a maioria dos pessedistas com que tenho conversado nos últimos tempos. Basicamente, eles simplesmente não sabem qual caminho o PSD irá tomar, e tão pouco sabem o porquê de tantos desencontros.

Ninguém entende, por exemplo, porque os caciques do partido, lá em cima, não estão unidos em torno de uma única candidatura, seja ela qual for. Uma incógnita recorrente diz respeito a Júlio Garcia. Num primeiro momento o governador Raimundo Colombo deu corda para que Gelson Merisio articulasse sua candidatura ao governo. Com o palco todo armado para que Merisio consolidasse seu nome em nível estadual, o próprio Colombo nomea o deputado estadual Zenei Ascari (PSD) como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, abrindo espaço para que Júlio Garcia disputasse à Assembleia Legislativa. Detalhe: já se sabia que Garcia era contrário a candidatura de Merisio! Ato seguinte Colombo renuncia ao governo, o entregando ao MDB, que fará oposição ao PSD neste ano!

Um dos principais líderes do PSD de nossa região chegou a me dizer que, em 30 anos de atuação política, nunca havia visto tanta trapalhada em tão pouco tempo dentro de um partido. “A gente fica esperando para ver se há um segredo por trás disto tudo, mas a cada dia que passa o que vemos é que não há coelho na cartola. É só uma sequência de erros mesmo, de verdade”, comentou a fonte.

 

Notas

 

Prefeito de Passo de Torres, Jonas Souza (MDB), e de Maracajá, Arlindo Rocha (PSDB), estiveram reunidos ontem, em Brasília, com o Ministro das Cidades, Alexandre Baldy. O encontro foi intermediado pela deputada federal Geovânia de Sá (PSDB). Na pauta a busca de recursos para investimentos em obras de infraestrutura nos dois municípios.

 

Vice-prefeito de Praia Grande, Mack Citadin (PSD), diz que seu partido não deve nutrir esperanças quanto ao lançamento de uma “candidatura alternativa” a deputado estadual por nossa região. De acordo com ele, o PSD do Sul do Estado está totalmente fechado com o projeto de Júlio Garcia, que pretende retomar sua cadeira na Assembleia. Sem citar nomes, por óbvio Mack se refere à pretensão do ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini (PSD), de concorrer ao parlamento catarinense.

 

Empresários sombrienses João Maria Goulart, proprietário da Flor Linda, e Juliano dos Santos Manenti, da JP Máquinas, se filiaram ao MDB, a convite do prefeito Zênio Cardoso (MDB). Ambos exercem uma forte influência no setor empresarial do município, o que acaba somando preciosos pontos na articulação desencadeada por Zênio para eleger seu sucessor em 2020.

 

Empresário João Bonamigo Filho, que é filho do ex-prefeito de Balneário Gaivota, João Bonamigo (MDB), está ajudando a estruturar o DEM no município. Em princípio ele diz não ter intenção pessoal no pleito de 2020, mas admite que, na busca do melhor para Gaivota, pretende acompanhar o cenário político local mais de perto. É um dos nomes que fatalmente será lembrado para a disputa do executivo no próximo pleito municipal. Seu pai foi um dos prefeitos que mais realizou obras estruturantes no município.

 

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25/04/2018 00:38

Rolando Christian Coelho 24/04/2018

Colocar políticos de centro direita na cadeira está longe de dar um real significado a prisão de Lula.


Prisões de Aécio e Azeredo não equilibram balança política   /  /

O tal ‘sistema’ que supostamente teria conspirado para prender o ex-presidente Lula da Silva (PT), o tirando no cenário eleitoral deste ano, e possivelmente de muitos outros, tem se esforçado, nitidamente, para também encurralar o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), ambos envolvidos em esquemas de corrupção. Azeredo, aliás, está prestes a ser preso, à mercê de cumprir uma pena de 20 anos em regime fechado.

Prender Aécio, Azeredo, ou qualquer outro político de centro-direita, no entanto, está a anos luz de equilibrar a balança que encarcerou Lula. É que o petista traz consigo um outro paradigma político, baseado diretamente na ação do Estado junto às ações da sociedade. Se isto é bom ou ruim, já é uma outra história. O fato é que prender Lula influencia diretamente nos destinos do país. Por outro lado, prender Aécio ou Azeredo não faz a menor diferença, já que seus pensamentos políticos estão meramente alinhados com o status quo já consolidado no país. Tirá-los do cenário serve apenas para dar aos simpatizantes de Lula uma falsa ideia de vingança, e, a sociedade como um todo, uma falsa ideia de isonomia judicial.

De fato a justiça deve ser para todos, mas, neste caso, a justiça aplicada em desfavor de Lula é uma amarra à história do próprio Brasil, o que não é uma verdade em relação a Aécio e Azeredo. Vale lembrar que os desdobramentos da história não estão em questão neste artigo. Se Abraham Lincoln tivesse sido preso em 1860, isso seria péssimo para os Estados Unidos. Por outro lado, se Adolf Hitler tivesse sido preso em 1937, isto seria ótimo para a Alemanha e para o mundo. O fato é que, soltos, ambos influenciaram diretamente na estrutura das sociedades que governavam. No caso de Aécio, por sua vez, sua prisão não faz a menor diferença. Ele é meramente um item decorativo a serviço do tal ‘sistema’.

 

Notas

 

Prefeito de Araranguá, Mariano Mazzuco Neto (PP), entregará amanhã certidões de cumprimento de formalidades a 18 empresas instaladas no Parque Industrial do município. O ato, que acontece no gabinete do chefe do executivo, significa a consolidação das questões legais ligadas à instalação destas empresas no Parque, o que é um chamativo para que outros empreendimentos se fixem no local.

 

Mesmo com todo o desgaste causado pela prisão do ex-presidente Lula da Silva, o PT, seu partido, continua sendo a sigla que mais tem a simpatia dos brasileiros. De acordo com o Data Folha, 20% dos brasileiros se dizem simpáticos a sigla. Bem longe aparece o MDB, com 4% da preferência do eleitorado, seguido do PSDB, com 3%. As demais siglas não passam de 1%. A grande maioria, no entanto, nem chega a ser citada, a exemplo de PRB, PSC, PV, e mais uma dezena de pês.

 

Por enquanto, são pré-candidatos a deputado estadual por nossa região, os já legisladores Zé Milton Scheffer (PP) e Manoel Mota (PMDB), além de Lisiane Tuon (DEM), de Jacinto Machado, Rodrigo Turatti (PSL) e Sayonara Pessoa (PT), de Araranguá, e Ulysses Gabriel (PSD), de Turvo. Dependendo das coligações estaduais, que darão suporte às nacionais, outros nomes poderão emanar.

 

Primeira-dama do Estado, Nicole Torret Rocha Moreira, filha do desembargador Eládio Torret Rocha, deu início às ações sociais, que são típicas de sua atuação institucional, por nossa região. Nicole nasceu em Turvo, município vizinho a Meleiro, terra natal de seu pai. Dentre os municípios que serão beneficiados com iniciativas da Fundação Nova Vida estão Turvo, Jacinto Machado, Ermo, Morro Grande e Araranguá. Viúvo desde 2013, governador Eduardo Moreira (MDB) se casou com Nicole ano passado.

 

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24/04/2018 00:55

Rolando Christian Coelho 24/04/2018

Estratégia tucana visa "matar no cansaço" possíveis aliados, que precisam do PSDB para tentar assegurar a vitória em 2018.


Bauer quer forçar PP/PSD a indicar seu candidato a vice  /  /

 

Em que pese as pressões vindas de todos os lados, a estratégia de Paulo Bauer, e por consequência do PSDB, seu partido, parece bem clara. O tucano mantém o firme propósito de bancar sua candidatura ao governo catarinense, mesmo que com chapa pura para todas as vagas da majoritária, e ainda que com uma frágil coligação proporcional.

Em princípio, mantida esta linha, Paulo Bauer e o PSDB só têm a ganhar. É que, diante da conjuntura estadual, os tucanos acabaram se transformando na noiva mais cobiçada da política catarinense. Se o PSDB coligar com PP e PSD, desequilibra totalmente a corrida sucessória e praticamente assegura a vitória deste grupo, ainda no primeiro turno. Se a coligação for com o MDB, a briga com PP e PSD fica para lá de equilibrada, e qualquer aposta quanto a quem venceria soa como mera especulação.

Não à toa PP/PSD e MDB têm feito propostas mil aos tucanos. Até agora já ofereceram de tudo. Só não ofereceram o que o PSDB de fato quer: a cabeça de chapa na disputa pelo governo.

Em princípio, o PSDB pretende matar todos os seus possíveis aliados no cansaço. Paulo Bauer, em especial, sabe que o MDB não abrirá mão de ter seu candidato a governador. Já a dupla PP/PSD, para assegurar a vitória, pode fazer isto. Sendo assim, no mínimo, o PSDB já tem assegurada uma candidatura a vice-governador na chapa do MDB, mais uma ao Senado, e ainda a mesma condição junto a PP/PSD, com a possibilidade de receber o apoio dos dois partidos para o embate governamental deste ano.

Na prática, o PSDB só tem que esperar. A sigla tem mais de três meses para decidir seu futuro, que muito provavelmente não será o de lançamento de uma candidatura própria, pois isto mataria com as candidaturas proporcionais. Nos próximos cem dias, a tendência é que se abra uma conversação próxima com o MDB, de modo a ameaçar progressistas e pessedistas, os forçando a ceder a cabeça de chapa. Não dando certo lá, coliga-se como vice do MDB aqui. Mais isto, lá nos acréscimos do segundo tempo.

 

Notas

 

PSL do Sul do Estado já está alinhando os nomes do partido que irão disputar o pleito eleitoral deste ano. Em princípio, o ex-vice-prefeito de Araranguá, Rodrigo Turatti, deverá concorrer como candidato a deputado estadual. Ele faria dobradinha com o vereador criciumense Daniel Freitas, que pretende disputar o cargo de deputado federal. O também vereador Lucas Esmeraldino, de Tubarão, deve concorrer ao Senado.

 

Assistente Social Santina Izé, que concorreu à Prefeitura de Meleiro em 2016 pelo PSD, confirmou sua filiação no PDT, com abono da ficha partidária pelo deputado estadual Rodrigo Minotto e pelo presidente honra estadual do partido, Manoel Dias, que deverá concorrer a deputado federal. A saída de Santina do PSD se deu por conta do sentimento de ter sido abandonada pela sigla depois da derrota na disputa pelo executivo.

 

Ontem publiquei nota dando conta de que dos 20 candidatos à Presidência da República, apenas 5 não respondem a processos. Neste sentido, vale ressaltar que o campeão de ações judiciais é Ciro Gomes (PDT), que responde, neste momento, a nada menos que 70 processos, a maioria por danos morais. Há ainda aqueles casos inusitados, como o de Guilherme Boulos (Psol), que responde a um único processo, por ter batido com seu carro em uma moto.

 

Assessoria de imprensa do ex-governador Raimundo Colombo (PSD) não concorda com nota publicada ontem na coluna, dando conta de que ele teria feito uma gestão de poucas realizações no Estado. A assessoria enviou um relatório detalhado, enfatizando as principais obras realizadas por Colombo ao longo de seus governos, ressaltando que o mesmo teve a constante preocupação de manter o equilíbrio fiscal do Estado, o que, por si só, já seria um grande feito.

 

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23/04/2018 00:20

Rolando Christian Coelho 23/04/2018

Rascunhando projetos próprios de disputa do governo, PSD e PSDB não possuem a base necessária para enfrentar o desafio de 2018 em SC.


Dobradinha PP/PSD e MDB/PSDB é o que há de melhor

 

Em política a única coisa que não se deve fazer é tapar o sol com a peneira. As pretensas candidaturas ao governo estadual de Gelson Merisio (PSD) e Paulo Bauer (PSDB) são duas destas situações que todo mundo já sabe que tem tudo para dar errado.

Merisio foi de longe o político catarinense que mais se preparou para a eleição de 2018 visando à governadoria. Ele teria tudo para se eleger, não fosse seu partido. Ao longo dos últimos 18 meses o PSD virou uma colcha de retalhos, com uma escancarada divisão interna que acaba descredibilizando qualquer projeto próprio da sigla.

O PSDB, por sua vez, está empolgado com os bons números alcançados por Paulo Bauer nas pesquisas. Ele de fato lidera, mas é uma liderança que não se sustenta, pelo simples fato do PSDB não estar enraizado nas bases da política catarinense. Na prática, Paulo Bauer não tem capilaridade eleitoral, e só teria chances de ser governador se MDB ou PP concorresse como seu vice. Sozinho, ficará a quilômetros de distância do segundo turno.

Diante dos fatos, o melhor que o PSD faz é concorrer como vice de Esperidião Amin (PP), e o melhor que o PSDB faz é concorrer como vice do MDB. É a chance que as duas siglas têm de chegar ao governo, mesmo que pela portas do fundo, e ainda eleger boas bancadas parlamentares, e uma vaga ao senado cada. Qualquer invenção a fora isto é suicídio eleitoral.

Um confronto entre as dobradinhas PP/PSD e MDB/PSDB seria de fato homérico no Estado, e erra quem precipita suas apostas. Confirmado o segundo turno, a eleição ficaria nas mãos do PT, que teria que optar em apoiar Amin, o ex-amigo dos generais, ou o MDB de Michel Temer, que golpeou mortalmente Dilma Rousseff.

 

Notas

Até agora, 20 políticos já se colocaram a disposição para disputar à Presidência da República. Deste total, apenas 15 não respondem a processos, a exemplo da apresentadora de TV, Valéria Monteiro, que deverá concorrer pelo PMN ao Palácio do Planalto. Dentre os famosos, somente Marina Silva (Rede) não responde a nenhum processo.

 

Ex-governador Raimundo Colombo (PSD) vai ter extrema dificuldade em encarar 2018 se não for o ‘candidato único’ ao Senado de sua coligação. Sem grandes obras no interior nos últimos três anos, e sem o Fundam 2, Colombo está sem discurso junto aos prefeitos e vereadores, que são os principais cabos eleitorais de quem concorre ao Senado. Dependendo da conjuntura, Colombo corre o risco de não se eleger e ainda ter que encarar uma Lava Jato sem foro privilegiado, a exemplo de Lula.

 

Postagens falsas nas redes sociais vão render uns bons processos neste ano eleitoral. Na quinta-feira passada o deputado federal Esperidião Amin (PP) registrou Boletim de Ocorrência contra uma mulher que o estava acusando de articular projeto para acabar com o SUS, o que é uma inverdade. Na certa vai virar inquérito e processo com direito a dano moral. Que se cuidem os linguarudos de plantão.

 

Governador Eduardo Moreira (MDB) está apostando todas as fichas, e até mesmo pedindo outras emprestas, para o jogo político deste ano no Estado. Na tentativa de trazer o PSDB para compor como seu vice, Moreira já declarou voto a Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência, mesmo que o MDB tenha candidato ao Planalto. Também já ressaltou que, além da vaga de vice, os tucanos terão uma vaga ao Senado na chapa com o MDB. No embalo, ressaltou que está disposto a disputar à reeleição.

 

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