Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Coelho

Rolando Christian Sant' Helena Coelho é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo. Também é bacharel em Psicologia e bacharel em Ciências Políticas. Tem MBA em Jornalismo Digital e em Administração e Marketing. Em 1990 fundou o Jornal Correio do Sul, assim como foi um dos fundadores da Rádio 93 FM em 2010. Atua também como produtor cultural e escritor.

6 de novembro de 2018 00:24

Rolando Christian Coelho, 06/11/2018


Se não enxugar a máquina, Com. Moisés não fará nada / /

Situação financeira de Santa Catarina é muito mais complicada do que possa crer nossa vã filosofia. Nosso Estado deve quase R$ 20 bilhões, dos quais tem conseguido amortizar apenas R$ 27 milhões por mês, em capital real. Nesse passo, levaríamos 62 anos para pagarmos o que devemos, isto se não for contraída nenhuma outra dívida. Como sabemos, isto é impossível, pois para grandes obras, inevitavelmente é necessária a contratualização de financiamentos junto a instituições financeiras.
Este fato aliado ao déficit previdenciário estadual, que ultrapassa os R$ 2 bilhões todos os anos, mostra claramente que nosso futuro não está muito longe do que já é enfrentado por Estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Como se costuma dizer em administração pública: estamos engessados.
Há duas saídas para esta situação: aumentar tributos, ou diminuir despesas. Ao se aumentar tributos, aumentar-se-a o valor dos produtos produzidos no Estado, fazendo com que deixemos de ser competitivos, o que só agravaria ainda mais a situação. Cortar despesas parece ser o mais racional. É o que resta ao futuro governador, Comandante Carlos Moisés da Silva (PSL). Ou enxuga a máquina pública e diminui despesas operacionais, tornando o Estado mais eficiente, ou estará colaborando para que Santa Catarina quebre de vez.

Notas

O eleitor é um ser, de fato, difícil de compreender. Mesmo com Jair Bolsonaro (PSL) prometendo enrijecer o combate ao crime, falando em dar ordem para matar bandido, dizendo que preso tem mais é que se ferrar, 16,09% dos presidiários catarinenses votaram nele para presidente da República. Dos 522 presos que puderam votar no pleito deste ano no Estado, 84 parecem não ter, literalmente, amor nem à própria vida.

Prefeito de Meleiro, Eder Matos (PSB), pretende concluir, até o final do ano, dez quilômetros de pavimentação asfáltica no município. Há cerca de um ano ele montou uma usina de asfalto da própria prefeitura e, desde então, já foram pavimentados nove quilômetros de estradas e outras vias públicas. “Vamos atingir com certa folga nossa meta até o final de 2018 e nos prepararmos para muito mais até o final de 2020”, comenta o prefeito, que também se prepara para entregar aos meleirenses 40 outras obras e ações no dia 8 de dezembro, em alusão aos 57 anos de emancipação do município.

Eleitores estavam mesmo a fim de mudar no pleito deste ano. Nos quatro municípios da região comandados pelo PSD, o candidato ao Governo do Estado pelo partido, Gelson Merisio, fez menos votos no segundo turno do que no primeiro. Em Balneário Arroio do Silva, Santa Rosa do Sul, Morro Grande e Ermo, Merisio fez 6.853 votos no primeiro turno, contra 5.242 do segundo, uma queda de 24% na votação.

Trade do turismo nacional, que reúne líderes e investidores do setor, dentre os quais mega-empresários, estão tentando convencer o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) a nomear o atual Ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, como novo Ministro da Integração. Este Ministério, que já existe, absorverá o Ministério das Cidades e também o do Turismo, comandado por Vinícius. O superministério será um dos mais importantes do governo de Bolsonaro. Vale lembrar que Vinícius Lummertz é bisneto do ex-prefeito de Araranguá, Caetano Lummertz, e sobrinho-bisneto do ex-prefeito de Sombrio, Francisco Lummertz Júnior.

Notas

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