Polícia     15 de maio de 2018 19:42
Autor: Gislaine Fontoura
Araranguá

Polícia Civil conclui investigação do homicídio de João Borges

Crime ocorreu em junho do ano passado e Inquérito Policial apontou o autor do assassinato


No início da noite do dia 8 de junho de 2017, João Borges, mais conhecido como Janga, na época com 56 anos, foi vítima de disparos de arma de fogo, em Araranguá. Na noite do crime, ele foi levado, pela equipe do Samu ao Hospital Regional de Araranguá (HRA), com ferimento de arma de fogo na cabeça, porém não resistiu e morreu dias após ter sido baleado.
Janga era morador de Ermo e, quando foi atingido, estava em um Celta, de cor prata, na marginal da rodovia BR 101, na localidade de Sanga da Areia, em Araranguá. Testemunhas contaram que ele tentava levantar e não conseguia, enquanto o acalmavam, outras pessoas, que também passavam e pararam no local, acionaram a Polícia Rodoviária Federal, em seguida o Samu, a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias, ambas as instituições trabalharam na ocorrência na noite do crime.
Na cena do crime, os policiais da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil de Araranguá encontraram dois estojos deflagrados e um rastro de sangue, do Celta até alguns metros, onde a vítima caiu, em via pública.
Nesta terça-feira, dia 15, o delegado Lucas Fernandes da Rosa, coordenador da DIC, concluiu o Inquérito Policial (IP) sobre o homicídio de Janga. De acordo com o delegado, as primeiras notícias que chegaram à Polícia Civil, foi de populares, eles contaram que a vítima segurava com força um cheque de R$ 1.600,00 na mão. Este cheque era de um homem, de 38 anos, também morador de Ermo, que a investigação apontou como sendo o autor do homicídio. “Tomamos conhecimento de que a vítima trocava cheques no sistema de agiotagem e faleceu segurando uma folha de cheque na mão, isto, imediatamente, nos chamou atenção”, ponderou o delegado.
Agentes da DIC tiveram acesso ao aparelho de telefone celular da vítima e constataram que o emissor do cheque marcou encontro com Janga, no local em que ele foi baleado e no horário do crime, por meio de mensagens de WhatasApp. “Todas as circunstâncias apontaram para o proprietário da cédula bancária, que estava na posse da vítima, quando foi socorrida”, explicou a autoridade policial.
Após várias diligências, o suspeito foi interrogado e negou que estivesse em Araranguá na hora do crime, sendo que também afirmou que não havia enviado mensagens de WhatsApp para o celular da vítima. “O que para nós soou de uma maneira estranha, uma vez que a gente estava com o aparelho celular da vítima e constatamos as mensagens”, ajuizou o delegado.
Segundo a versão do autor, ele estava na cidade de Criciúma e não conseguiu chegar até Araranguá, no entanto, versão não bate com as provas colhidas no IP. “Ele estava sim em Araranguá, nós conseguimos fazer o roteiro, desde o momento que ele saiu de sua casa, até o momento em que ele fugiu para a cidade de Criciúma, inclusive conseguimos detalhar o momento em que ele se perdeu e caiu no rio, na localidade de Verdinho, em Criciúma”, afirmou Lucas Rosa.
Ainda, uma testemunha contou que viu o veículo do autor do crime, estacionado ao lado do veículo da vítima, com Janga caído no chão, em seguida a testemunha viu o veículo do autor do crime saindo.
O Inquérito Policial será remetido, com definição de autoria, ao Fórum da Comarca de Araranguá.

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